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Posts Tagged ‘aventura’

Recebemos o material Village of Hommlet e o Sombra mestrou. No grupo tínhamos um Githyanki (fora yankee maldito!) Artífice, Avenger (de Pelor)  Humano (eu), Paladino (de Erathis) Humano e um Assassino (a mais nova classe) Drow.

Nossos personagens estavam rumando para o vilarejo de Hommlet, cada um por seus motivos particulares, mas basicamente em busca de trabalho para levantar uma grana. Perto da entrada da cidade, vimos o drow. Os personagens logo sacaram suas armas e símbolos sagrados para aniquilar a criatura profana. A interpretação foi intensa pois o avenger e o paladino odeiam drows. O artífice conhece a fama dos drows, mas por ele ser um Githyanki, conversou com o drow antes de atacar. Então, a guarda do portão apareceu e apazigou os ânimos. O Drow podia entrar na cidade, desde que não causasse problemas.

O Drow entrou sozinho na cidade. Os dois humanos nunca tinham visto um Githyanki, mas como ele estava apontando a arma para o Drow e o “inimigo do meu inimigo é meu amigo”, eles foram conversando civilizadamente sobre suas origens enquanto rumavam para a taverna. Estávamos tomando cerveja, contando sobre nossos feitos e talz, quando o taverneiro ouviu nossa conversa sobre procura de trabalho. Ele mencionou que o carregamento de conhaque estava muito atrasado e ele teme que os bandidos da Moathouse na estrada leste tenham interceptado a carga. Nos ofereceu uma recompensa pela carga. Estávamos barganhando, quando o drow, do canto escuro da taverna, disse que aceitava a missão. Então a discussão de caça às bruxas recomeçou. A galera estava quase saindo na mão, quando Lorde Rufus e Lord Burne, a dupla de heróis gay de Hommlet, entrou na taverna. Eles quiseram sentar na mesa do drow, que se levantou e foi pra outra mesa. O Drow, oprimido por todos, quis tirar onda e sussurou que preferia comer carne humana à carne servida na taverna. Rufus ouviu e foi tirar satisfação. O Drow se deu mau e foi advertido que se causasse problemas seria condenado à morte. Após alguma discussão, aceitamos a missão do taverneiro e a muito contragosto, aceitamos o drow no grupo.

Na taverna, vimos um acólito de Pelor dando em cima da filha do taverneiro. O avenger foi conversar com o acólito. Já era noite e o templo estava fechado. Como o avenger queria fazer uma doação antes de partir para Moathouse, Calmert o acompanhou até o templo. No caminho, o acólito disse que estava apaixonado pela moça, mas tinha receio de que ela o rejeitasse. O avenger disse que poderia ir lá falar bem dele para ela, mas isso não resolveria a situação. Calmert devia ter é atitude. Ir lá, comprar uma aliança, declarar seu amor por ela e pedir a mão dela para o taverneiro. Infelizmente meu personagem é o braço armado da igreja e não tem muito trato social. Não fui muito bem na rolagem de dados. Fiz minha doação e voltei para a taverna.

De volta, esperei que a moça se aproximasse e comentei com os outros que Calmert me conduziu até o templo e fomos conversando. Ele me pareceu um rapaz bom e com potencial para ser um ótimo servidor de Pelor. A garota enrubesceu (mas novamente minha rolagem de dados foi pífia).

O paladino perguntou para o taverneiro aonde ficava o bordel da cidade (foi-se o tempo em que os paladinos tinham voto de castidade) e rumou para lá. O resto da galera foi dormir, mas ninguém queria ficar no quarto do drow (os quartos eram comunitários). 

Na manhã seguinte nos reunimos e fomos preparar nossas coisas para a jornada. No caminho, encontramos uma fonte de água dedicada a Avandra, aonde as pessoas deixavam objetos para que outros viajantes pegassem o que precisassem. Notamos que havia algo estranho com a fonte. A água era mágica e tinha propriedades restaurativas. Mas era necessário um ritual para que essas propriedades se mantivessem. O artífice foi comprar mais frascos para poções. Na loja, os proprietários Rannos e Gremag pareceram muito suspeitos (era a outra dupla gay do vilarejo). O artífice adquiriu os produtos que precisava e voltou para a fonte. Armazenamos e abençoamos a água. Estranhamente, o Drow fez uma doação para Avandra.

Estávamos indo embora, quando vimos um vulto correndo da fonte de Avandra para a loja do Rannos e Gremag.

O chefe da Guarda tinha nos dito que eles estavam com problemas com bandidos da Moathouse e espiões na cidade. Resolvemos ficar de olho nesses comerciantes. Ficamos esperando perto da fonte de Avandra, quando vimos um mensageiro colocando um pergaminho em uma bota.

Abrimos o pergaminho e encontramos a mensagem dizendo que eles tinham o carregamento de conhaque.

Resumindo a parte investigativa, interceptamos vários pergaminhos, lutamos contra bandidos e os interrogamos, e conseguimos provas suficientes que incriminavam os dois comerciantes, pois eles tinham ligação com os bandidos da “casa com fosso”.

Então, fomos até a loja e jogamos os pergaminhos no balcão. Truco ladrão!

O combate foi violento. Surgiram outros capangas. Quebramos a loja toda e capturamos os dois. A guarda da cidade chegou. Rolou um skill challenge para convencer a guarda que os dois eram os culpados. Fomos bem sucedidos e recebemos a recompensa.

Descansamos e rumamos para Moathouse. Na entrada, os sapos gigantes engolidores de gente deram um trabalhinho. Mas o combate feroz mesmo foi no pátio da casa. As paredes tinham seteiras que dão superior cover para os arqueiros. Meu avenger, percebendo o perigo, correu o máximo que pôde para não ficar no pátio na mira deles. O paladino correu também. Nos deparamos com vários capangas que estavam de prontidão. Fui atingido imediatamente por golpes de lança. Havia um Drake que serviu de montaria para o chefe dos bandidos. O combate foi brutal pois estávamos em minoria, mas vencemos.

Descemos as escadas, chegamos num salão totalmente escuro, com várias salas. Abrimos uma e nos deparamos com muitos zumbis. Na outra, um ogre enorme. Fechamos o corredor para impedir que os zumbis nos cercassem. Enquanto o Paladino e o Assassino lidavam com o ogre.

Encontramos uma passagem secreta que nos levou até uma sala com muitos Carniçais. Deviam ser uns seis. Foi o combate mais complicado, pois eles paralizam.

Prosseguimos com a jornada até encontrar o covil dos bandidos. Lareth, a Bela (sim, o mestre mudou o sexo do NPC) estava lá. Também foi um combate difícil. Já eram sete da manhã, e às oito e meia eu tinha uma prova. Terminamos o combate e fui correndo fazer a prova.

Vencemos Lareth, encontramos indicações para a localização do Templo do Mal Elemental.

_________________

Sobre o Avenger

Fiz um avenger de retribuição humano nível 4, o que me garantiu um feat à mais e um at will extra, além dos bônus de +1 nas defesas.

Gastei meus quatro  feats comprando Proficiência em leather e hide armor, armadura de fé e proficiência em fullblade. Ou seja, eu tinha uma CA bem alta (23), o que garantia que os monstros do meu nível dificilmente me acertassem. Em contrapartida, meu ataque básico era pífio. Então cargas e ataque de oportunidade não acertavam.

A CA alta somada ao meu poder de retribuição fez com que os inimigos inteligentes evitassem me atacar. Pois era difícil de acertar e a punição era terrível. Da próxima vez, vou diminiuir meu AC e pegar feats que aumentem meu dano e acerto. (Melee training, Fullblade focus, Fullblade expertise). Talvez troque expertise por toughness.

Eu achei o esquema do juramento de vingança muito limitante (rolar dois dados de acerto contra o inimigo jurado). Ele só funciona se outro inimigo não estiver adjacente a vc. O que te atrapalha bastante taticamente.

Por enquanto, o ladino, bárbaro e patrulheiro ainda são agressores mais interessantes que o vingador na minha opinição.

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Mais uma aventura especial, desta vez, para comemorar o aniversário do DM Caio. A aventura anterior está relatada aqui.
Atravessamos o portal e chegamos no Cemitério dos Dragões, residência de Tiamat. Sim, o mesmo do desenho Caverna do Dragão.

Cemitério dos Dragões

Uma voz espectral nos indagava o que estávamos fazendo ali.
Bullswyff, o rei, disse que estávamos a procura de Tiamat para propor uma aliança.
Who goes there?

Who goes there?

– Não negociamos com aliados de Bahamut – O dragão morto vivo diz, olhando com suas órbitas vazias para o Dragonborn de latão.
Então, começa o combate. De trás do monte de ossos, surge outro dragão morto vivo.

Dead Guardians

Dead Guardians

Vencemos os terríveis guardiães. Subimos no morro de ossos mais alto do lugar para termos uma idéia de onde estávamos e para onde ir. Vimos uma espécie de castelo, no horizonte. Estava bem longe. Entre nós e essa construção, haviam diversos “reinos elementais”. Lugares feitos de gelo, de lava, tempestades de raio, etc.
Atravessamos a ponte no rio de lava, sobrevivemos aos raios, mas no reino do gelo já estávamos bem cansados (falhamos no skill challenge). A nevasca diminuía muito nossa visibilidade. Fomos avançando, quando um dragão de gelo surgiu do meio do nada e deu uma baforada congelante. Então começa outro combate.
Frostfell

Frostfell

White Dragon

White Dragon

Se fosse só o dragão branco o combate seria mais simples. Havia outros quatro guerreiros mortos vivos junto com ele. E esses guerreiros usavam armas mágicas peculiares. Um deles, por exemplo, carregava uma lança que dispara relâmpagos.
Dragonborn Undead

Dragonborn Undead

Olha só a muvuca:
Cemitério Congelado

Cemitério Congelado

Sobrevivemos ao combate na neve e continuamos a jornada pelos reinos elementais. Após algumas horas, chegamos na temível fortaleza. Com muito esforço abrimos a porta gigantesca e entramos. O salão era decorado com imagens de dragões e com lava por todo o lado. O rei Bullswyff avançou e gritou por Tiamat. Então, ela apareceu:
No salão da Tiamat

No salão da Tiamat

– QUEM OUSA INVOCAR MEU NOME?
Nessa hora, os players tremeram.
Nunca faça acordos com o dragão

Nunca faça acordos com o dragão

O rei pede a ajuda de Tiamat para enfrentar o Vingador. Ela nos desdenha, mas promete nos ajudar em troca de nossa lealdade, já que é um inimigo em comum. Somos obrigados a nos ajoelhar perante ela e jurar. O dragonborn de Bahamut, obviamente resiste, mas após muita argumentação e ameaças, é convencido de que esta é a única forma de salvarmos o reino. Então, ele ajoelha, no que a deusa dá um ligeiro sorriso de satisfação.
– E AGORA, VOU TESTAR AS SUAS FORÇAS, SOBREVIVAM E SERÃO DIGNOS DE MINHA AJUDA.
Nisso, o aspecto de Tiamat desaparece e em seu lugar surgem cinco dragões: branco, negro, verde, vermelho e azul.
Legend of Five Dragons

Legend of Five Dragons

Esse combate foi osso. Tivemos que olhar bem nossos poderes para sair dessa. Basicamente, os cinco dragões estão numa boa posição para acertar as baforadas, gastar action point e usar a aura aterrorizante. Felizmente, nós todos conseguimos ganhar a iniciativa. Então, o Sombra que estava interpretando o paladino, disse que quem ficasse adjacente ao Allantar, ficaria imune ao medo. E foi o que fizemos para não ficarmos stunned. Eu tinha um poder de warlord que marcava todos os oponentes dentro do blast para outro personagem, como se ele tivesse marcado. Aí, conversando com o mestre e o Sombra, descobri que esse poder seria ótimo para combar com outro do paladino que obriga todos os oponentes que estiverem marcados por ele a atacá-lo. E foi o que fizemos. Fizemos esse combo e Allantar saiu correndo, atraindo o ataque dos dragões. Foi o suficiente para algumas baforadas não pegarem em todos os personagens e nós resistirmos a alguns dread aura.
Esse encontro demorou tanto que já eram dez da manhã quando acabou, olhe a luz do sol iluminando a foto abaixo.
Party of Heroes

Party of Heroes

Vencemos os dragões e convencemos Tiamat a entrar no nosso plano para confrontar o Vingador, mas a que preço?

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Há muito tempo atrás, na época do RPG-xerox e do início da internet discada no Brasil. (eu cheguei a usar BBS, mas na casa de amigos), eu possuía um site no hpg, chamava-se Tsucity. Eu achava muito engraçado pq hpg era parecido com rpg hehehe, e por isso decidi hospedar meu site lá ao invés do geocities-yahoo.

Era um diário da minha campanha de Mago: a Ascensão. Tinha desenho dos personagens, estórias, npcs e até livros pra downloads. 

Então, durante minhas andanças pela net à procura de livros, encontrei no site Ratu (que existe até hoje), um livro, escrito por um tal de Deicide, para jogar com anjos e demônios no Mundo das Trevas (o suplemento The Fallen não existia até então). Achei fantástico e baixei.

Era tudo o que precisávamos, um livro, escrito nos moldes do WoD, que trazia anjos e demônios para nossas mesas de jogo. Chamei o meu grupo de jogo, mostrei o livro e disse: Quero mestrar Demônio, vcs topam?

A galera deu uma lida, gostou e começamos a jogar. O engraçado era que jogávamos na sala de estudos da escola e meu colégio era católico linha dura heheehehe…Sempre que ouvíamos passos, escondíamos os dados e fingíamos estar estudando. (a planilha ficava no meio do caderno). Inclusive, imprimi e encadernei o livro de Demônio, mas eu deixei a capa com um título diferente para caso alguém visse o livro, não achasse q eu era satanista ou algo assim.

AAAHHHH...COISA DO CAPETA!!!

AAAHHHH...COISA DO CAPETA!!!

Foram jogos muito divertidos, cheio de intrigas, disputas, violência e muita maldade. Com o tempo, paramos a campanha e passamos a jogar Gurps Supers.

Bom, então parei de jogar rpg para estudar para o vestibular e esqueci dessa estória.

Entrei na universidade e talz e voltei a jogar normalmente.

Eu me formando após muitas DP´s

Eu me formando após muitas DP´s

Muuuuuuitos anos depois, no 1.o Encontro de Blogs de RPG q ocorreu neste ano, um dos blogs participantes era o Underground Haven. Quando ouvi o nome, me pareceu familiar. E o dono do blog/site se apresentou como Deicide (inclusive rolou a explicação do pq desse nick na lista Área RPG). Aí eu lembrei: “Putz, é o cara que escreveu aqueles livros!”

Depois de tantos anos, tive a oportunidade de conhecer Tiago “Deicide” pessoalmente!

Muito gente boa, ele nos contou que amadureceu aqueles livros e criou um novo livro de RPG entitulado: “Ao Cair da Noite“. Naquele dia pude ouvir toda a trajetória dele e as dificuldades e burocracias (especialmente com a censura) enfrentadas para se publicar um livro de rpg independente no Brasil.

Eu fiquei muito surpreso em saber que ele investiu muito de si naqueles netbooks (que já eram ótimos) e criou um novo sistema “profissa”. Um verdadeiro empreendedor.

A descrição do sistema, segundo o próprio site dele, é a seguinte:

Ao Cair da Noite é um cenário de terror, aventura e suspense ambientado num mundo similar ao real, mas assumindo que influências ocultos, monstros ancestrais e seres sobrenaturais existem e ameaçam a humanidade.
Este é um jogo sobre aventureiros que desbravam o oculto, pessoas que encontram verdades ancestrais e demônios, anjos e outros seres da noite que vivem entre nós
“.

O sistema Ao Cair da Noite possui dois livros:

O livro de regras e o livro de cenário.

No site Underground Haven você pode adquirir os livros. Cada um custa R$36 (preço bom para um jogo excelente, os livros contém aprox. 160 páginas cada e, se não me engano, capa dura).

E uma coisa legal que ele faz, é disponibilizar conteúdo gratuito no site. É só se cadastrar que vc tem acesso a materiais novos, erratas, artefatos, etc, para complementar os livros.

Este foi o relato de como encontrei coincidentemente o autor de um livro que me proporcionou várias horas de divertimento. Eu recomendo.

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Os personagems saem do templo de set, vao para o leste no zimbabue, ao norte da cidade de mkamba, na cidade X. É uma viagem mais longa do que se tivessem rumado para oeste, mas no litoral oeste, a probabilidade de encontrarem um navio estígio é muito maior. Por isso rumaram por terra até o litoral leste e de lá embarcam para o Iranistan, para fazer compras em cidades maiores.

Lá é um porto que exporta matérias primas como marfim, pedras preciosas e compra bens manufaturados do norte. Existem muitos piratas na região, mas os irmãos Olum e Lanun são os mais temidos. Os personagens vendem as mercadorias do saque e trocam por jóias e outros bens mais portáteis.

Pegam um navio para o norte. Olum aborda o barco deles, o elemental do vento tenta derrubá-los no mar. A luta é rápida, os personagens massacram boa parte da tripulação. Kepri e Balzac quebram a formação inimiga e tentam chegar no feiticeiro. Tupok atinge uma flecha certeira no mago, mas o elemental do vento desvia a flecha. Kepri pega a lança de ferro frio e acerta o mago e o elemental.

Pegam o barco e a tripulação, o capitão do barco fica com somente seis tripulantes, e reclama, é morto.

Continuam a jornada ao norte. Não vão diretamente para o porto destino, param num entreposto, vendem o barco mercante e ficam com o pirata.

Chegam na cidade. Têm a idéia de procurar um ferreiro para trabalhar no barco. A cidade possui um ferreiro excelente, eles tentam comprar seus serviços, mas ele se recusa. Mas, oferece um de seus aprendizes para essa função. O grupo conhece e contrata o novo ferreiro, que também é um excelente guerreiro.

Gullah é seduzido e transformado em vampiro, tornando-se um inimigo temível de 300 pts. Os personagens fazem festa na taverna, vendem mercadorias, compram lótus, visitam a biblioteca pública, Kepri tenta dar o golpe do baú em um nobre.

O nobre leva Kepri para uma festa. A festa da governante Alana é daqui a duas semanas. Gullah ataca Balzac e quase o mata, na festa menor, Kepri vê a vampira que matou gullah e a seduz e mata. Resiste aos seus encantos mágicos. Foge com o corpo. A guarda leva o corpo de Gullah, o corpo da vampira é jogado ao mar. Tentam buscar ajuda, no templo da luz de Ormuz, encontram apoio do clérigo.

Obtém diversas informações com o clérigo a respeito dessas criaturas da noite. Elas governam a cidade, não conseguem invadir o templo sagrado e evitam arrumar confusão com seus seguidores. Protegem a cidade contra os corsários, mas cobram o imposto em ouro e sangue.

O clérigo, vendo uma oportunidade de se livrar desses sangue sugas, pede ajuda ao grupo, que em troca, pede uma recompensa. Eles foram muito bem pagos e podiam ficar com o que conseguissem saquear dos vampiros.

Eles então fingem uma fuga da cidade, pois caso contrário, a guarda avisaria os vampiros que perseguiriam os personagens. E levam seu barco para uma baía distante do porto.

Alguns dias depois, um mensageiro do templo de Ormuz avisa que o plano ainda está de pé. Alana vai promover o baile em sua mansão.

Os soldados desembarcam na cidade. É uma noite escura e com um nevoeiro denso. Noite de lua cheia, sinistro.

Os soldados stormcrow e do templo de ormuz se reúnem e marcham em direção à mansão no topo da colina. A névoa encobre a movimentação na cidade.

Ao se aproximarem, vêem luzes, a mansão possui dois andares, é feita de madeira e barro. Alguns soldados escalam as paredes furtivamente para entrar pela janela. Os outros cercam a mansão. O sinal é dado e eles entram. Os personagens vão pela janela. Massacram todos, inclusive os inocentes. No salão de baixo, muito barulho, todos são pegos de surpresa e eliminados. Não há nenhuma baixa por parte dos atacantes. Haviam apenas quatro vampiros. Os clérigos suspeitam, pois sentem uma energia maligna vinda do subsolo. No templo interno, encontram uma passagem secreta, descem. Embaixo há um grande templo dedicado à Ahriman o deus das trevas. (colocar link wiki)

Há diversos vampiros ao redor de um altar, nele várias mulheres. E Alana no centro, conduzindo o ritual.

Os personagens atacam, Kepri e Balzac são feridos, mas o reforço de arqueiros e guerreiros de cimitarra chega e os salva. Alana ainda tentou fugir pela porta dos fundos, mas não consegue.

Os personagens saqueiam as obras de arte da mansão (ela era toreadora), recebem seu soldo dos clérigos e vão embora felizes da vida. A cidade está livre dos vermes.

PS: Ninguém chorou a morte de Gullah…

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Ontem, jogamos Gurps Zombies na casa do Toro. Tínhamos que montar nós mesmos com 30 ptos, -45 de desvantagens e -5 perks.

O processo de montagem dos personagens foi muito divertido e também gerou muitas dúvidas sobre o nível de habilidade real das perícias que nós temos. Nós costumamos superestimar nossas habilidades, quando na verdade, usamos muitas coisas como pré-definidos. Basicamente as perícias que mais usamos (na nossa profissão) ficaram com NH 12.

O cenário do jogo foi Carnaval em Ouro Preto, cidade com cerca de 40.000 visitantes, todos presas fáceis para o dia Z.

Nós e mais um bando de amigos alugamos uma casa (leia-se moquifo) em Ouro Preto e fomos curtir a festa. Esse jogo teve muito roleplay, muitas mulheres (só ingame, na mesa era só cueca mesmo), bebidas e zoação no carnaval. A parte da festa foi bem divertida, mas eu não vou descrever nada… o que aconteceu em Ouro Preto, morre em Ouro Preto.

Mas, no último dia, quarta feira de cinzas, estávamos nos carros indo embora e a cidade estava vazia, silêncio total. Encontramos barricadas, carros abandonados e corpos caídos. Quase na saída, encontramos pessoas muito feridas no meio da rua, freiamos bruscamente e nossos carros colidiram. Um deles ficou seriamente danificado. Parte do grupo tentava arrumar o carro, enquanto que os dois que sabiam primeiros socorros foram ajudar as pessoas feridas. Mas elas estavam estranhamente paradas, olhando para o vazio. Assim que eles se aproximaram “Muuuáááá”, ouvimos o grunhido característico dos zumbis. Eles viraram e avançaram lentamente na nossa direção. Desesperados, entramos nos carros e tentamos fugir, mas um deles não ligou. Rapidamente pegamos nossa bagagem essencial e fugimos em disparada.

No meio do caminho, avistamos mais zumbis, evitamos de nos aproximar. Aqueles de nós que leu o livro Guia de Sobrevivência aos Zumbis, sugeriu uma das igrejas da cidade como refúgio, lugar que permitiria uma defesa sólida. De preferência uma igreja com um mercado por perto. Sabíamos que a cidade estava cheia de gente e portanto haveriam muitos zumbis.

Entramos no mercado, enchemos os carrinhos com suprimentos, discutimos sobre o melhor refúgio, o próprio supermercado ou a igreja? Mas durante a discussão, avistamos mais zumbis se aproximando. Discussão finalizada, fechamos a porta do supermercado e ficamos por lá mesmo. Investigamos o local, verificamos a existência de duas outras saídas, uma dos fundos e outra pelo depósito. Bloqueamos todas elas. Encontramos uma garota no escritório, muito assustada. Tentamos acalmá-la. Usamos o computador com internet para enviar mensagens, ligamos para nossos amigos alertando-os, familiares, polícia, jornalistas, bombeiros, todos.

Nessa hora, os jogadores estavam com medo de verdade por estarmos interpretando a nós mesmos. Temíamos por nossos parentes e amigos que ficaram em SP e estava difícil convencer as pessoas sobre o ataque, todos incrédulos.

Alguns dos personagens ficaram histéricos, fizemos o possível para que eles ficassem calmos e calados.

Guardamos a maior quantidade de alimento não perecível e equipamentos na parte de cima do supermercado, somente acessível através de uma escada removível. Lá do topo, podemos ver os zumbis cercando algumas das construções, provavelmente sobreviventes resistindo. Cerca de trinta zumbis já estavam na porta do supermercado. Do topo, jogamos óleo, álcool e outros produtos inflamáveis nos mortos vivos, para em seguida atear fogo nos corpos. Lentamente eles foram carbonizando.

A energia elétrica acabou, as operadoras de celulares locais estavam fora do ar, rádio e televisão locais também não estavam transmitindo, era finalzinho da tarde, seria uma longa noite.

Olhando no mapa, recorrendo ao nosso conhecimento, decidimos fugir da cidade antes que todos os corpos fossem reanimados. Mas para isso, precisávamos de um veículo resistente e armas de longa distância para evitar a infecção através do sangue e muco que espirra das criaturas. Decidimos ir até a delegacia, pedir ajuda se tivesse algum policial, arrumar algumas armas, entrar na viatura e fugir.

Anoiteceu…foi uma caminhada silenciosa e medonha, surgiram algumas criaturas, mas graças à habilidade espadachim do Toro, elas foram abatidas. Todos estavam carregando algum tipo de arma: cano de metal, pé de cabra, facão.

Até que no combate nos saímos bem pelo fato dos zumbis serem muito lerdos e estarmos trabalhando bem em equipe, mas eles estavam em maior número e presentes em todos os lugares, tornando o jogo tenso. O medo de sermos infectados era constante.

Na praça central, muitos corpos. Não procuramos por sobreviventes, só tentávamos sair o mais rápido possível desse lugar amaldiçoado.

Na delegacia, sinal de luta, mas aparentemente os zumbis venceram. Entramos, abatemos vários zumbis, pegamos o equipamento, libertamos alguns presos, reabastecemos a viatura e abatemos mais zumbis, mas desta vez com armas de fogo. Apesar de só um player ter atirado na vida real, nós tivemos sorte e conseguíamos acertar vários tiros.

Fugimos da cidade, um dos players se lembrou da existência de uma base militar a alguns kilômetros dali, foi para lá que rumamos. Só agora os jornais transmitiam notícia da catástrofe, as grandes cidades foram protegidas pelo exército, foi declarada quarentena em MG. Belo Horizonte estava infestada de zumbis.

Mexendo no rádio da viatura, conseguimos contato com os militares, informamos a situação e eles nos indicaram a direção que deveríamos tomar.

Passamos dois dias dormindo pouco, revezando a direção, evitando as estradas bloqueadas e enfrentando zumbis andarilhos. A situação era tensa, um de nossos amigos foi infectado e não contou para ninguém. Em determinado momento ele nos atacou e infectou mais dois amigos. Mas sobre isso, não quero lembrar…

Quando estávamos a duzentos quilômetros da base, os militares marcaram um ponto de encontro, eles iriam enviar helicópteros para nos resgatar.

Abatemos mais zumbis até o local e fomos resgatados, exaustos, sonolentos, famintos e com muito medo.

Contamos quase tudo o que sabíamos, e estávamos seguros novamente, por enquanto…

“O que aconteceu em Ouro Preto, morre em Ouro Preto” e nós tínhamos que nos certificar de que seria assim.

A ameaça zumbi ainda tinha que ser erradicada!

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