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Darksun: A Cisterna de Aravek

Meu grupo de jogo teve uma idéia maluca de fazer uma campanha mestrada por três mestres. Cada um assumiria um patamar da campanha e o que ocorreu em uma mesa afetaria a outra.

Então chegou a minha vez de mestrar o patamar heróico. Peguei uma aventura pronta e modifiquei para um grupo de lv3. Segue meu relato do jogo:

Personagens: Mulah – Mul Barbarian Gladiator, Alliandre – Human Swordmage/Artificer Defiler, Ben Lonesome – Human Ardent Minstrel, Kroyt – Human Fighter Dune Trader, David – Human Wizard

Capítulo 1 – A Cisterna de Aravek

Alliandre, templária responsável pelos tesouros perdidos do rei, frequentemente pesquisa história antiga e investiga rumores de ruínas encontradas por viajantes. Numa dessas pequisas, ela encontrou um pergaminho escondido, que relatava a história do Master Preserver Aravek. Ele desenvolveu uma tecnologia capaz de retirar umidade do ar e condensá-la em uma cisterna, através de meios mundanos e mágicos. Então, em conjunto com anões construtores, ele construiu uma rede de sete cisternas ao redor de Tyr. Rei Kalak ficou sabendo do projeto e considerou uma ameaça a seu domínio, então despachou vários templários para capturar Aravek e destruir as cisternas. Mas, o aprendiz de Aravek, Javus, conseguiu fugir com alguns pergaminhos do projeto de seu mestre. Não tendo para onde ir, se refugiou em Tyr e através de atividades comerciais conseguiu prosperar e criar sua própria casa mercante.

Javus morreu e muitos anos depois, sua casa mercante caiu em desgraça, e seu único filho Varun teve que vender muitas de suas posses para sobreviver, preservando apenas sua luxuosa casa, agora praticamente vazia. Durante a venda dos itens da residência, Varun encontrou num compartimento escondido os pergaminhos que seu pai preservara de seu mestre. Varun, sem aptidão mágica nenhuma mas com muito tino comercial, decidiu vender as informações no mercado. Então contactou um mercador de Urik e vendeu cópias para ele a um bom preço. Depois, iniciou um processo de leilão da informação entre várias casas nobres de Tyr.

Durante esse processo de leilão, os informantes de Alliandre entenderam que era uma informação importante para sua mestra e iniciaram uma investigação. Reuniram tudo que puderam sobre o caso e encaminharam para sua mestra, que ficou muito satisfeita em saber.

Ela então reuniu sua equipe de confiáveis mercernários, composta por Mullah promissor gladiador da arena de Tyr, o competente guarda costas Kroyt, o misterioso David e o eremita Ben, que sempre inspira as pessoas com sua sabedoria. E explicou o trabalho que ela tinha para eles. O David foi buscar informações com os elfos “mercadores”.

Enquanto isso, andando pelas ruas de Tyr, crianças se aproximavam de Mullah, pois ele é um dos idolos do povo. Então um garoto começa a brincar com ele e Mullah diz que o garoto tem futuro, pode tornar-se um bom gladiador. O garoto fica empolgado. Alliandre ouve a conversa e ordena seus capangas meio gigantes para ir informar os pais do garoto que ele vai se tornar um gladiador. Eles pegam o garoto e levam para iniciar o treinamento. A mãe dele, chorosamente, implora para que ele não seja levado, mas Alliandre insiste que se Mullah disse que o garoto tem potencial, ele deve ser treinado.

De posse das informações sobre Varun, eles vão até lá para interrogá-lo. Eles chegam numa vizinhança de boas casas, mas a de Varun é muito mal cuidada. Olham pela janela e vêem um velho dormindo. Os recipientes no chão indicam que andou bebendo muito. Eles entram, o velho acorda assustado e rapidamente é dissuadido a dizer tudo que sabe sobre as cisternas, inclusive o nome das pessoas para quem vendeu a informação, pois Ben Lonesome é muito bom para convencer as pessoas a falar seus segredos. Ele entrega o pergaminho contendo a descrição incompleta do projeto. David diz que Varun é um traidor de Tyr por ter vendido as informações para Urik e que traição deve ser punida com a morte. Isso é suficiente para que a templária o execute.

O grupo então prepara-se para a viagem.

Segundo as informações obtidas, as cisternas ficam a no máximo sete horas de distância de Tyr caminhando a pé. E a única cisterna que não foi destruída é uma localizada a oeste perto das Ringing Mountains.

Os viajantes provam-se bem resistentes ao clima castigador de Athas, o David que parece ser o de constituição mais fraca, quase demaia na segunda hora, mas é acudido por seus companheiros e continua a caminhar sem maiores problemas. O grupo se mantém atento na maior parte do tempo sobre o caminho que estão seguindo e a presença de perigos ao seu redor, mas o grupo não é muito furtivo. Conversam, fazem muito barulho, até que um grupo de salteadores élficos notam a presença de novas presas e armam uma emboscada.

O grupo encontra um oásis, eles se aproximam, mas só percebem a presença de uma elfa em cima de uma pedra quando estão muito próximos. Ela pergunta se eles têm algo para vender ou querem comprar mantimento ou até mesmo alguns artefatos que ela conseguiu. Sem desconfiar muito, eles se aproximam, avistam a carroça dela e ficam mais tranquilos.

Mas assim que Mulah se aproxima da carroça é alvejado por quatro arqueiros e fica bem ferido.

Os outros se aproximam, a elfa em cima da pedra está bem protegida, mas a templária usa um raio que a captura e a traz para o solo. Debaixo da areia, surgem guerreiros com duas espadas, que correm muito rapido e atacam seus oponentes durante a corrida.

A elfa tenta voltar para cima da pedra, mas cai prostrada e humilhada. É rapidamente cercada. Os salteadores tentam socorrer sua líder, mas a situação está feia para ela. Ela então propõe um cessar fogo, em troca de frutas de cura e dinheiro. Mas a implacável templária ordena que os saqueadores sejam mortos.

Os corpos dos saqueadores são empilhados e queimados, seus restos mortais arremessados no poço de silte. A carroça é revirada, mas contém corpos secos das vítimas anteriores dos elfos. As tais frutas de cura estavam escondidas numa saliência da rocha.

Então eles aproveitam para curtir o oásis. Há um grande poço de silte e uma pequena lago enlameado, mas com água aproveitável. E alguma vegetação ao redor. Os arcanos observam o poço de silte e os arredores e concluem que o oásis já foi muito maior, mas parte dele foi drenada por um defiler. Todos aproveitam a abundância de água para mergulhar seus corpos e se refrescar.

Esquecem que outros caçadores de recompensa também estão procurando a cisterna e ficam por cerca de uma hora se refestelando no oásis, até que, satisfeitos, continuam sua jornada.

A segunda parte da viagem transcorre sem problemas, após muita andança, encontram o morro de pedra com formato de chaminé. O morro faz um barulho assustador, parece  que é mau assombrado. Os arcanos logo racionalizam que deve ser o vento sendo canalizado para dentro para ter a umidade retida.

Com todo esse barulho eles não têm problema em se aproximar furtivamente. Chegam perto da entrada da caverna e vêem um grupo de humanos, umas quarenta pessoas, sendo que 13 estão armados, o resto são crianças, velhos e mulheres preparando comida. Eles estão felizes e parecem bem nutridos. A templária logo bola um plano e o põe em prática pois um dos sentinelas os avistaram.  Ela corre para dentro e captura a primeira criança que consegue. Ameaça matá-la se eles não largarem as armas. Os guerreiros estão relutantes, mas não largam as armas. A garota é morta se seu corpo jogado no buraco no meio da sala.  Então inicia-se um massacre. Os pobres escravos fugidos, não são páreo para esses mercenários. Então, do fundo da caverna surge o terror de Athas, o sequestrador de entes queridos, a fera conhecida como Tembo.

O felino de pedra, fere gravemente todos eles. Tembo é ágil, resistente, sua patada é forte, mas sua mordida é muito letal. Mas no final o jovem Tembo sucumbe.

Então eles prendem os sobreviventes e pegam seu espólio. Alguns descem para investigar o nível inferior. A templária fica para trás e drena a essência vital dos capturados transformando-os em silte.

Satisfeita, ela desce, mas no caminho encontra David e têm uma breve discussão sobre os impactos da arte que utilizam. David tentando convencê-la a não usar defile e ela o ignorando.

Lá embaixo, encontram muitas ossadas, provavelmente das presas to jovem Tembo e seus pertences. Além de uma cisterna contendo a água mais cristalina que já viram. Enchem seus cantis, bebem da água fresca e banham-se novamente.

O sol está se pondo, refúgio melhor que esse não há. Descansam bem, mas ao amanhecer, se deparam com um grupo de mercenários de Urik se aproximando do morro.

Aproveitam a vantagem defensiva da entrada estreita e formam uma barreira.

O Templário de Urik os considera invasores da propriedade de Hamanu e sem muita cerimônia inicia o ataque. Um de seus mercenários é Jalal, duas vezes campeão da arena de Urik. Ele desafia Mulah para um combate pessoal. Os dois lutam ferrenhamente, mas os templários ignoram a disputa e os atingem com seus poderes de área.

O combate é rápido, os representantes de Tyr claramente são superiores e derrotam os de Urik. A cabeça do templário, do gladiador e do Tembo são preservados como troféu.

O grupo volta para a cidade, seus feitos se espalham como incêndio em palha, logo menestréis querem saber  de tudo para iniciar suas composições. A templária vai até o ministro da defesa Meshastra para contar do ocorrido. O ministro está muito surpreso com o sucesso de Alliandre e garante uma audiência com o próprio Tithian.

Fim da primeira aventura

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