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Zumbis no Jovem Nerd

Galera, quem não viu ainda, recomendo visitar o Jovem Nerd e conferir a nova série de quadrinhos do Protocolo Bluehand feita pelo Renato Takren, também conhecido no nosso grupo de jogo como Toro do Mundico ou o jogador que controla Góc, o Warlock Gnomo.

As tirinhas estão muito engraçadas e cheias de easter eggs.

Protocolo Bluehand 1

Protocolo Bluehand 2

Cemitério dos Dragões

Mais uma aventura especial, desta vez, para comemorar o aniversário do DM Caio. A aventura anterior está relatada aqui.
Atravessamos o portal e chegamos no Cemitério dos Dragões, residência de Tiamat. Sim, o mesmo do desenho Caverna do Dragão.

Cemitério dos Dragões

Uma voz espectral nos indagava o que estávamos fazendo ali.
Bullswyff, o rei, disse que estávamos a procura de Tiamat para propor uma aliança.
Who goes there?

Who goes there?

– Não negociamos com aliados de Bahamut – O dragão morto vivo diz, olhando com suas órbitas vazias para o Dragonborn de latão.
Então, começa o combate. De trás do monte de ossos, surge outro dragão morto vivo.

Dead Guardians

Dead Guardians

Vencemos os terríveis guardiães. Subimos no morro de ossos mais alto do lugar para termos uma idéia de onde estávamos e para onde ir. Vimos uma espécie de castelo, no horizonte. Estava bem longe. Entre nós e essa construção, haviam diversos “reinos elementais”. Lugares feitos de gelo, de lava, tempestades de raio, etc.
Atravessamos a ponte no rio de lava, sobrevivemos aos raios, mas no reino do gelo já estávamos bem cansados (falhamos no skill challenge). A nevasca diminuía muito nossa visibilidade. Fomos avançando, quando um dragão de gelo surgiu do meio do nada e deu uma baforada congelante. Então começa outro combate.
Frostfell

Frostfell

White Dragon

White Dragon

Se fosse só o dragão branco o combate seria mais simples. Havia outros quatro guerreiros mortos vivos junto com ele. E esses guerreiros usavam armas mágicas peculiares. Um deles, por exemplo, carregava uma lança que dispara relâmpagos.
Dragonborn Undead

Dragonborn Undead

Olha só a muvuca:
Cemitério Congelado

Cemitério Congelado

Sobrevivemos ao combate na neve e continuamos a jornada pelos reinos elementais. Após algumas horas, chegamos na temível fortaleza. Com muito esforço abrimos a porta gigantesca e entramos. O salão era decorado com imagens de dragões e com lava por todo o lado. O rei Bullswyff avançou e gritou por Tiamat. Então, ela apareceu:
No salão da Tiamat

No salão da Tiamat

– QUEM OUSA INVOCAR MEU NOME?
Nessa hora, os players tremeram.
Nunca faça acordos com o dragão

Nunca faça acordos com o dragão

O rei pede a ajuda de Tiamat para enfrentar o Vingador. Ela nos desdenha, mas promete nos ajudar em troca de nossa lealdade, já que é um inimigo em comum. Somos obrigados a nos ajoelhar perante ela e jurar. O dragonborn de Bahamut, obviamente resiste, mas após muita argumentação e ameaças, é convencido de que esta é a única forma de salvarmos o reino. Então, ele ajoelha, no que a deusa dá um ligeiro sorriso de satisfação.
– E AGORA, VOU TESTAR AS SUAS FORÇAS, SOBREVIVAM E SERÃO DIGNOS DE MINHA AJUDA.
Nisso, o aspecto de Tiamat desaparece e em seu lugar surgem cinco dragões: branco, negro, verde, vermelho e azul.
Legend of Five Dragons

Legend of Five Dragons

Esse combate foi osso. Tivemos que olhar bem nossos poderes para sair dessa. Basicamente, os cinco dragões estão numa boa posição para acertar as baforadas, gastar action point e usar a aura aterrorizante. Felizmente, nós todos conseguimos ganhar a iniciativa. Então, o Sombra que estava interpretando o paladino, disse que quem ficasse adjacente ao Allantar, ficaria imune ao medo. E foi o que fizemos para não ficarmos stunned. Eu tinha um poder de warlord que marcava todos os oponentes dentro do blast para outro personagem, como se ele tivesse marcado. Aí, conversando com o mestre e o Sombra, descobri que esse poder seria ótimo para combar com outro do paladino que obriga todos os oponentes que estiverem marcados por ele a atacá-lo. E foi o que fizemos. Fizemos esse combo e Allantar saiu correndo, atraindo o ataque dos dragões. Foi o suficiente para algumas baforadas não pegarem em todos os personagens e nós resistirmos a alguns dread aura.
Esse encontro demorou tanto que já eram dez da manhã quando acabou, olhe a luz do sol iluminando a foto abaixo.
Party of Heroes

Party of Heroes

Vencemos os dragões e convencemos Tiamat a entrar no nosso plano para confrontar o Vingador, mas a que preço?

RPG no Bobs e Gameday

Galera, no dia 19 de setembro de 2009 teremos dois eventos de rpg em SP.

Dia Mundial de D&D: Dungeon Master Guide 2
Onde: Na Ludus Luderia 

e pra galera que não curte D&D 4ed, temos RPG no Bobs
Eu vou mestrar D&D 4th no RPG no Bobs um dia desses. Infelizmente este mês eu tenho prova justamente neste dia e não vou poder ir.

Cliquem nos links para obterem maiores detalhes. E só avisando para que façam suas reservas o quanto antes para garantir sua vaga.

Eu sempre fui fascinado por documentários televisivos sobre a vida animal. Em especial, aqueles que tratavam sobre insetos eram os que mais me chamavam a atenção. Além disso, sempre gostei de destruir formigueiros quando criança. Jogava água, estourava morteiro e algumas vezes até pisava sem querer. Numa dessas pisadas, descobri meu maior terror: As Fire Ants. Aquelas formiguinhas vermelhas e pequeninhas tinham uma mordida muito dolorida. E como eu tenho alergia, elas sempre fizeram um enorme estrago em mim. Então, pq não passar todo esse meu terror por formigas vermelhas para os jogadores? Quando vi o Monster Manual 2 e olhei as Giant Ants, logo tive uma idéia para aventura. Vou compartilhá-la com vcs (primeiro vou descrever de forma genérica e depois postar como foi esse jogo que mestrei).

Aventura de Lv01-04: As Devoradoras de Almas

A colheita do ano passado foi muito fraca. Pelor não devia estar feliz com as oferendas, pois castigou a terra com fortes raios solares, que queimaram o fruto do trabalho do homem e matou animais de sede. O inverno (Raven Queen) também foi bem rigoroso, muitos passaram fome ou morreram de frio. Os deuses estavam testando a fé dos mortais.

Neste ano, seria de vital importância que os agricultores obtivessem uma boa colheita. Masssss…num dia quente, após uma chuva de verão, uma revoada de formigas gigantes estava avançando em direção à cidade. Nos campos, formigas gigantes terrestres dizimavam tudo o que estava no caminho: plantas ou animais eram rapidamente recolhidos ou digeridos. Guardas da muralha abateram algumas formigas voadoras com suas flechas, mas um número considerável passou a atacar os cidadãos com vôos rasantes.

Formiga Alada

Formiga Alada

Os aventureiros estão numa taverna, nas mesas da calçada, tomando uma cerveja e jogando conversa fora, quando ouvem uma gritaria vinda da praça de comércio. Deixam o dinheiro na mesa e partem para a praça. Lá, entre as barracas de comida e outros artigos, encontram formigas aladas atacando os cidadãos.

Map setting: vários sobrados nas laterais do mapa. Ruas com dois squares de largura. No centro do mapa fica a praça. Desenhe várias barraquinhas, tipo uma feira livre, com espaço para andar entre elas. As barracas contam como terreno difícil, mas se vc passar por cima delas, vai destruir a mercadoria, prejudicando o comerciante. Se for bem sucedido num Atletismo/Acrobacia DC10, ele passa pela barraca sem estragar a mercadoria. Distribua vários transeuntes pelo mapa, alguns deles são minions e outros são mais resistentes).

Tactics: As formigas aladas atacam os transeuntes (AC16, HP37 para os mais resistentes e AC15 para os minions). Quando os personagens se aproximarem e começarem a manobra de flanco, elas voam para o telhado dos sobrados (onde só podem ser alvejadas por ataques à distância, ou por um personagem que escale a casa) e de lá elas atacam com o fly by atack. No terceiro turno de combate, um buraco (3x3X4 profundidade) surge mais ou menos no meio da praça. Formigas cavaram túneis e naquele ponto a terra desmorona, engolindo qquer coisa que estava lá. Do buraco, surgem  8 hive workers. A prioridade delas é pegar comida (as pessoas ou comida das barracas) e arrastar para o buraco. Assim que o Winged Drone estiver prestes a sangrar, faça ele se posicionar no meio da maior quantidade possível de personagens jogadores. Assim, quando ela sangrar, dá seu ataque de asas partidas (3d6+4 em área é muito forte).
Quando eu mestrei, vi que as Winged Drone são muito fortes para personagens do lv 1, então, se os personagens estiverem apanhando muito, faça um destacamento de guardas da cidade aparecer para ajudá-los (os guardas não matam os insetos, mas apanham no lugar dos jogadores), ou melhor ainda. A guilda de aventureiros rival aparece e os salva para humilhá-los depois. Eles tb podem fugir facilmente entrando em um dos prédios, mas creio que não será necessário, pois podem usar seus daily power já que estão na cidade e vão descansar depois do combate. Então, bata sem dó.

Encontro 1: A Praga Alada
2 Winged Drone
8 Hive Worker
Total=550XP
Treasure parcel 10: 40GP (Os mercadores pagam pela ajuda, caso sobrevivam e sua mercadoria não seja muito danificada)

Mercado

Mercado

 

 O conselho da cidade é reunido para discutir a situação. É necessário destruí-las, pois essas formigas vermelhas gigantes (formigas de fogo ou devoradoras de almas), ao contrário das formigas pretas (que podem servir de montaria), são muito agressivas e expansivas, ameaçando a segurança da fauna e flora. Mesmo o devoto de Melora mais xiita há de concordar que são uma ameaça pois destroem tudo em seu caminho desequilibrando a natureza. Mas como vencer um formigueiro? Um mateiro explica que matar as formigas-operário é inútil pois há mais de 30.000 indivíduos em um formigueiro. A melhor forma de acabar com ele é encontrar e matar a rainha. Ainda assim, como lidar com as outras formigas? Eis que o artífice da cidade diz que possui um invento que libera uma fumaça que atordoa e repele insetos (tem autonomia para 8 horas liberando fumaça). De posse de um desses inventos é possível entrar no formigueiro enfrentando uma resistência menor (esse aparelho é só uma justificativa para os jogadores não serem sobrepujados por 30.000 formigas e só enfrentarem as formigas dos encontros). O conselho discute e por fim resolve mandar um destacamento de guardas para procurar o formigueiro e depois invadí-lo. Mas com ajuda de grupos mercenários. O artífice então prepara as máquinas repelente de insetos e entrega para o destacamento de guardas e para as outras quatro guildas de aventureiros que irão entrar no local. Ele mostra como o invento funciona (tem que dizer uma palavra mágica para acionar as runas e iniciar a emissão de fumaça), lhes entrega dois Beastbane (item lv4 que ajuda a repelir bestas), máscaras respiratórias para; filtrar a fumaça (no meu grupo havia um ranger beastmaster, o artífice adaptou uma máscara para cavalo para o Drake); e uma bomba acionada por “controle remoto mágico” (ainda estou mestrando no mundo genérico, mas pretendo encaixar meu jogo em Eberron). O artífice diz que a bomba deve ser posicionada num lugar estratégico para que o formigueiro seja destruído depois. O mateiro, que é especialista em capturar formigas pretas gigantes para servir de montaria, explica que o formigueiro possui muitas entradas que servem de respiradouro. Elas são fortemente guardadas por formigas-guerreiro ou soldado. Dentro do formigueiro é muito escuro, mas sabe-se que existe a sala onde a rainha fica botando ovos, existe o “berçário” que é para onde as larvas são levadas, a sala onde as folhas ficam armazenadas e são decompostas por fungos e a câmara do lixo, onde os restos não comestíveis são jogados e mais tarde expelidos do ninho. O mateiro diz que o objetivo primário é matar a rainha e destruir seus ovos e larvas e o objetivo secundário é explodir o formigueiro para que ele não sirva de abrigo para outras criaturas. Ele recomenda que os aventureiros não utilizem óleo e fogo para abater as formigas lá dentro, pq embora seja efetivo, vai sufocar a todos e não garante que a rainha escape. Inundar o formigueiro também é inútil, as formigas sobrevivem um bom tempo debaixo dágua. Colocar alimentos com veneno na porta do formigueiro funciona com formigas pequenas, mas para matar as gigantes é necessário uma quantidade enorme de formicida que a cidade não tem à disposição, além do fato da comida envenenada poder atrair e matar outras criaturas, o que não seria desejável.

Formigueiro

Formigueiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os personagens descansam e na manhã seguinte partem para procurar o formigueiro. Os grupos se dividem e seguem os túneis e rastros deixados pelas formigas. Não é difícil seguir o rastro de destruição deixado pelas formigas. Um teste de DC10 de Nature ou Perception resolve o problema.

A trilha leva até um campo de trigo, parcialmente destruído e infestado de formigas colhendo a plantação. Há uma casa com alguns sobreviventes. Eles estão gritando por socorro, enquanto formigas tentam entrar na casa. Os animais da fazenda também estão em perigo.

Encontro2: Colheita Maldita
Hive Worker x8
Hive Soldier x1
Hive Warrior x1
Total: 475 XP

Treasure parcel 9: Riding Horse (60gp) – se salvos, os agricultores presenteiam os aventureiros com um cavalo pangaré.

Worker and Warrior

Worker and Warrior

Eles continuam a busca até que recebem um pássaro mensageiro animal dizendo que os soldados encontraram a entrada do formigueiro e que eles devem se encontrar lá. A mensagem contém os pontos de referência do formigueiro (depois do rio tal, na rocha solitária, blah blah blah)

Giant Ant Hill

Giant Ant Hill

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na vida real, existem respiradouros de formigueiro do tamanho deste aí da foto e até maiores. Imagine então se essas formigas fossem gigantes. O respiradouro seria do tamanho de uma montanha. Olhe este vídeo no Youtube para ter uma idéia da extensão de um formigueiro (está em inglês, mas assista e veja o formigueiro). Eles colocam cimento no formigueiro até encher e depois escavam para olhar. É gigante e impressionante (alguém da comunidade de D&D no orkut me passou a dica qdo falei que estava procurando mapa de dungeon de formigueiro).

Os personagens chegam ao local e se deparam com uma montanha de terra enorme com diversos montes de terra menor em volta. O lugar está infestado de formiga. eles  encontram os outros aventureiros e os guardas da cidade. Então, colocam as máscaras e ligam o equipamento de fumaça e cada um entra por um lugar.

Para a entrada da caverna, eu usei um mapa de D&D miniatures chamado de Monster Lair. Basicamente é uma entrada de caverna, com um riozinho e uma vegetação. Não vou colocar os monstros desse encontro, vc define a quantidade de encontros que vai colocar no formigueiro. Eu não gosto de mestrar dungeon crawl muito longo, então só coloquei três encontros (principalmente pq é impossível dar extended rest lá dentro e não há a possibilidade de voltar para a cidade e continuar a missão outro dia). De resto eu só ia descrevendo como era o caminho por onde eles andavam e ia pedindo testes de perícia para eles superarem os obstáculos.

Após o encontro da entrada, fui descrevendo que eles andavam por um corredor apertado, com aparência de que o teto de terra poderia desmoronar a qualquer momento, e em determinados pontos eles chegavam a uma câmara circular larga com um entroncamento de túneis e tinham que escolher aleatoriamente para um deles (sucesso em Perception DC15 ou Nature DC12 faz com que o grupo perceba que determinadas formigas estão carregando ovos brancos, provavelmente estão vindo da sala da rainha ou da hatchery e se eles seguirem o caminho oposto ao q elas estão fazendo, chegarão lá) . Tudo sempre muito cheio de formigas, mas a maioria não se aproximava deles. Elas estavam muito alvoroçadas, olhando para os invasores.

e aí, vai encarar?

e aí, vai encarar?

Em determinado momento, eles chegam num fosso gigante. Trata-se do duto de ar central. é um” tubo” grande e vertical, cheio de túneis que desembocam lá. As formigas andam pelas paredes, mas os personagens precisarão usar seus equipamentos de escalada para descer e continuar a procura pela câmara de ovos ou da rainha (Athletics DC18).
Para a sorte deles, não há formigas aladas lá dentro. Elas já saíram para a reprodução.
Continuam andando pelos túneis, procurando por pistas. Dungeoneering DC 15 ou Endurance DC 12 ajudam os personagens a evitar os perigos do formigueiro (buracos, poças ácidas, fungos venenosos, gases nocivos).

No total, eles devem obter 4 sucessos ou 3 falhas, o que ocorrer primeiro. Cada jogador pode testar uma perícia durante a jornada e neste caso (4 players) não dá para dar aid another. Se forem bem sucedidos, após o túnel central de ventilação eles vão parar direto na câmara da rainha. Se falharem perdem 1 healing surge cada (caem no túnel, apanham das formigas, respiram gás tóxico, depende do teste q falharam) e vão para a câmara do lixo ou do estoque de folhas em decomposição (combate extra antes da rainha). Essa dica de fazer parte da dungeon como skill challenge eu vi no blog do Tio Nitro e gostei bastante principalmente pq não vou precisar ficar desenhando o mapa do formigueiro completo. Esse skill chalenge ficou um pouco diferente do que o livro propõe, mas funcionou.

Encounter 5: Food Chamber (encontro extra)

Hive Worker x1
Hive Warrior x1
Gray Ooze x2
Total:400XP

Doomspore Level 3 Obstacle
Hazard XP 150

Um monte de corpos e restos vegetais em decomposição. A sala fede muito. O mapa deve conter uma poça ácida no centro e cogumelos venenosos nas laterais da sala circular. É obrigatório atravessar a sala para chegar no túnel do lado oposto, formigas operárias carregando ovos vêm daquela direção. Coloque as formigas sobre os cogumelos do lado oposto aos players. Quando eles passarem perto das poças ácidas, os ooze atacam e as formigas avançam, ou não.
Tente atraí-los com as formigas para perto dos cogumelos, especialmente se eles estiverem sangrando.

Encontro 4: Queen Chamber

Hive Worker x4 (3)
Hive Soldier x2 (2)
Hive Queen x1 (1)
Total: 800XP

Rockslide Level 1 Lurker (4)
Hazard XP 100

O valor entre parênteses nos monstros/hazard acima são os números correspondentes da localização dos mesmos no mapa tosco abaixo.

Queen Chamber

Queen Chamber

Não coloque todos os monstros perto da rainha a menos que vc queira matar todos os players. A habilidade Acid Cloud dela é extremamente poderosa. Os personagens deveriam usar seus beast bane stick para força-la a se movimentar para longe das outras formigas. A parte legal desse mapa é quando vc está chegando perto da câmara onde a rainha está. Trata-se de um túnel squeezing. É um túnel muito baixo que obriga os jogadores a se abaixarem de forma desconfortável para passar. Eles ficam com o movimento reduzido pela metade, têm -5 no acerto, dão combate advantage e provocam ataques de oportunidade. Sei lá se squeezing vale para tetos muito baixos, mas se não valer é só redesenhar o mapa para ser uma passagem bem estreita. Assim que o primeiro jogador passar pelo entroncamento do túnel da direita com o do meio (vide número 4) ele ativa o deslizamento de terra. Esse deslizamento não é detectável, mas é possível se proteger do ataque. Assim que os jogadores atravessarem o túnel apertado, a formiga rainha e seus guarda costas atacam.

Será um combate difícil, se os jogadores não forem iniciantes e agirem de forma coordenada eles vão sobreviver.
Terminado o combate, arrancam a cabeça da rainha (que tem calosidades/chifres que parecem uma coroa), destroem os ovos e larvas, plantam a bomba e fogem do ninho.

Egg Chamber

Egg Chamber

 Se vc quiser, pode adicionar uma sidequest. A bomba de fumaça de um grupo de aventureiros falha e eles são cercados por formigas. Gritam deseperadamente por socorro e os personagens aparecem para salvá-los.
Se em algum momento os personagens estiverem prestes a perder o combate, faça um grupo de aventureiros aparecer em seu socorro.

Os outros grupos de aventureiros se encarregam das outras câmaras e voltam à superfície. Neste momento, me dei conta que todos os aventureiros vão querer matar a rainha, mas não vão saber se algum outro grupo já a matou ou não, por isso falei pra eles que o gnomo artífice deu a eles pedras comunicadoras, que brilham caso ela tenha sido abatida, indicando que o grupo pode deixar a bomba e voltar à superfície. E também servem para emitir sinais de socorro.

Ao saírem todos da dungeon, o artífice ativa a bomba e o formigueiro afunda numa poderosa explosão.

Todos voltam para a cidade, provavelmente muito cansados e feridos, mas vitoriosos com a cabeça da rainha. Eles venceram por enquanto, pois a revoada de winged drone se reproduziu e a nova rainha vai construir outro formigueiro para o ano que vem.

Recompensa final: Treasure parcel 8 e 7: 240GP (o governador paga os aventureiros)
Treasure parcel 5: 200GP pela cabeça da rainha
Os jogadores podem reclamar de não terem obtido nenhum item mágico. Pq diabos haveria itens mágicos dentro do formigueiro recente? Caso vc queira colocar algum item, recomendo que coloque no lixão da dungeon ou na sala dos ooze. A presença dos ooze no encontro extra é pq eles se alimentam dos restos que os fungos não conseguem decompor (ossos por exemplo). As formigas são imunes ao ácido produzido pelo ooze. E até se alimentam do caldo resultante de sua digestão.

* informações obtidas em diversos sites de controle de pragas

The Storm Tower

É isso aí galera, estou escrevendo mais um reporte de campanha. Desta vez quem mestrou foi o Yuri, que nunca tinha mestrado D&D4th edition. Ele preparou uma aventura introdutória level 1 para ensinar os jogadores as regras da quarta edição e em seguida, mestrou uma aventura pronta (modificada) para os mesmos personagens no lv4.

No grupo tínhamos um deva invoker, um anão fighter, gnomo bardo, elfo ranger (meu personagem) e um tiefling “consultor de segurança”.

Aventura introdutória: O tesouro dos halflings

Os personagens foram teleportados para uma sala com um altar aonde um halfling rezava fervorosamente. Ele implorava a seu deus por ajuda e nós aparecemos. Estávamos confusos, escutamos barulho de muitas pessoas fora da sala gritando ameaçadoramente e correndo em nossa direção. Rapidamente, bloqueamos a porta com uma mesa e umas cadeiras empilhadas e interrogamos o pequenino. Ele nos explicou que contratou um grupo de mercenários/piratas para trazê-lo até aquele templo “abandonado” para recuperar o tesouro q foi roubado de sua vila. Mas, aos chegar lá, os piratas começaram a saquear o templo e iam matar o halfling. Ele nos prometeu pagamento para ajudá-lo a lidar com os piratas e recuperar seu tesouro. Não podíamos saquear nada do templo pois ele era dedicado a um deus bom (Pelor, Gond, não lembro).

Então nos preparamos para o combate. Eu fiquei no fundo da sala e preparei uma ação para assim que alguém entrasse na sala tomasse duas flechadas (Twin Strike). O guerreiro e o ladrão ficaram ao lado da porta esperando os oponentes entrarem. O bardo e o invoker ficaram no meio da sala. A porta quebrou. Uma horda de bandidos saltou a mesa que bloqueava a porta e adentrou a sala. O primeiro que entrou tomou as flechadas e caiu. Alguns cairam ao tomar o ataque de oportunidade do guerreiro e do ladino, mesmo assim, muitos sobreviveram. Os que sobreviveram foram fulminados pela fúria divina do invoker (eram minions). Uma segunda leva de combatentes entra escoltando o pirata-capitão. São bem mais fortes, mas nossa posição defensiva nos garantiu uma enorme vantagem. Vencemos sem maiores problemas.

Passamos a explorar o templo, descemos uma escadaria e percebemos que havia alguém escondido nas sombras no final do corredor. A criatura nos indagou qual era nosso propósito, falamos sobre o halfling e seu tesouro e a criatura nos disse que ela tinha roubado esse tesouro da vila e não iria devolver. Então, desferi duas flechadas na criatura (tirei 20), os outros avançaram pelo corredor e chegamos nesta cena:

Sala em movimento

Sala em movimento

Sala em movimento 2

Sala em movimento 2

Ao pisarmos nas primeiras placas do piso, ativamos uma armadilha que fazia o piso se mover segundo o padrão da primeira figura (olhe as setas). E das sombras, surgiu um filhote de dragão (representado pela mini de papel de goblin) que nos atacou. Logo na primeira baforada ele feriu quase todos (estávamos aglomerados). Os personagens que atacavam a longa distância voltaram para a escada e deixaram os de combate corpo a corpo engajados no combate. Assim que o piso e as paredes se moveram, perdemos a linha de visão para o dragão e tivemos que nos aproximar para atingí-lo. Assim que o derrotamos, seguimos em frente e encontramos uma jaula com uma halfling dentro.
O halfling abre a jaula e abraça a moça dizendo: “MEU TESOURO!”
os jogadores olharam pro mestre com aquela cara de SEU FDP, ESSE ERA O TESOURO DOS HALFLINGS?!?
Pois é, vai ver ela é a única fêmea da vila halfling, tipo a Smurfete – falei
Encontramos algumas moedas escondidas que foram saqueadas pelo dragão e fim da aventura.
Foi o suficiente para os novos jogadores aprenderem as mecânicas básicas do jogo.
Pausa para o lanche e seguimos para o jogo de verdade.
The Storm Tower
Essa é uma aventura pronta que foi jogada pela galera do podcast da Wizards (Jim Darkmagic é o melhor!). Ela está disponível pros DDInsider aqui. Ela se passa nos arredores de Fallcrest (a cidade genérica q está no Dungeon Master Guide). Basicamente, o lord de Fallcrest ordenou a reconstrução de uma torre vigia, mas a equipe de reconstrução foi atacada e provavelmente morta pela gangue dos Caveira Amarela. Ele contrata nossa equipe de aventureiros para recuperar os corpos dos soldados e dos anões para realizar um funeral digno e expulsar a gangue dali.
Um anão sobrevivente da invasão a torre nos acompanha até o local. Chegando lá, vimos o acampamento destruído e alguns capangas vigiando.
Eu (ranger) me escondi na floresta (stealth) e disparei flechadas neles. Enquanto que o resto da galera combatia em terreno aberto. Estávamos vencendo, quando um dos capangas aparece ameaçando um anão com adaga no pescoço. Larguem as armas ou eu mato o anão! – ele disse. Por um lado, ficamos felizes pelo anão estar vivo. Isto podia significar que outros também estivessem. Os heróis baixaram as armas e iniciamos uma negociação.
Durante a conversa, o anão pisou no pé do seu captor e se libertou, correndo em nossa direção. Nisso, eu desferi flechadas no sequestrador. A galera continuou o combate. O anão ficou perto do invoker, mas, em determinado momento, o anão sacou uma arma e atacou o invoker de surpresa. Não estávamos entendendo o porquê disso, quando o anão que nos trouxe (Sorik) disse que ele era um impostor, talvez um doppleganger/changeling. O combate continuou, eu ainda estava  na floresta flechando os inimigos de longe quando zumbis apareceram por trás e me cercaram. Eu não tinha para onde fugir, teria que sacar a espada. Mas, o invoker conseguiu se aproximar e expulsar os mortos. Vencemos o combate e entramos nas ruínas da torre (só o subterrâneo estava intacto).
Ruins of Storm Tower

Ruins of Storm Tower

Descemos as escadas e chegamos numa sala assim:
Sala 01

Sala 01

Os bandidos em cima da plataforma atacavam com bestas, deixando os personagens atordoados. No centro da sala fomos cercados pelo Chomper, um constructo e um berserker. No primeiro turno, fui para trás do berserker e, juntamente com o bardo, o deixamos assim ó:
O Senhor dos Anéis

O Senhor dos Anéis

O Berserker estava apanhando muito, mas o Chomper batia forte e conseguiu capturar o anão, além disso, os bandidos com besta atrapalhavam bastante. Derrubamos o Berserker e estávamos terminando com o Chomper, quando, debaixo da plataforma de madeira, surgiu um assassino e me atacou de surpresa. Consegui evitar o golpe e fugir para longe. O anão correu para neutralizar o assassino e enquanto isso, os outros passaram a atacar os bandidos da plataforma. Terminamos o combate, encontramos uma jaula com alguns anões vivos, os libertamos, descansamos um pouco e continuamos.
Anões in box

Anões in box

Chegamos a um corredor cheio de armadilhas. Lança chamas na parede, iron maidens, tudo muito perigoso.
Corredor da paranóia

Corredor da paranóia

Passado o corredor, encontramos um enigma.
Genius

Genius

Sofremos um pouco para decifrar os enigmas, mas conseguimos. Encontramos então a sala com um necromante e uma horda de mortos vivos.
Encontro final

Encontro final

Foi um combate feroz, mas o invoker tinha muita facilidade para derrubar nosso oponentes mortos vivos. Com o caminho livre, o guerreiro e o “consultor de segurança” se aproximaram do necromante. Então, ele conjurou um “Decepticon”:
O último desafio

O último desafio

O bicho era duro na queda, torramos todos nossos recursos e vencemos!
Revistamos a sala, encontramos tesouro e uma estranha caveira dourada. Levamos tudo de volta pra Fallcrest. Ficamos feliz por termos conseguido resgatar alguns anões ainda com vida.
Os jogadores já tinham jogado as versões anteriores de D&D, mas não tinham jogado a quarta edição. Eles gostaram do combate dinâmico, mas tiveram algumas dificuldades por terem os sistemas antigos em mente. Saímos com a alma lavada de overdose de D&D (o jogo começou as 15:00 e terminou as 5:00). Foi bem divertido. Note o cuidado que o mestre teve em preparar os props pro jogo (deve ter sido um saco recortar e colar as miniaturas de papel). Aliás, ele até preparou um dungeon master screen baseado no arquivo que o Tio Nitro disponibilizou:
DM
lado direito
lado esquerdo
Fotos by Yuri

Desde a criação do Pop Rank, o rank de blogs da “segunda divisão” (agora não mais), eu tenho acompanhado mensalmente o desempenho do Contos de RPG (antigo Aventuras na Era Hiboreana). Eu sempre estive nesse rank, num sobe e desce constante (Oh Gód). É um algo a mais que me motiva a continuar postando, principalmente pq eu sei que as pessoas quase não acessam meus posts de registro de campanha e comentar muito menos (eu devo ser chato pra caraio escrevendo). Esse mês o blog subiu bastante no índice Alexa e ganhou a medalha de bronze do POP Rank.

Muito obrigado a todos que frequentam esse blog, comentam, me linkam ou jogam RPG comigo. Pro próximo semestre, farei o possível para lançar material pra vcs usarem nos seus jogos de D&D 4th (Já que estou criando coisas pra minha nova campanha).Bronze Medal

D&D: Fotos do Último Jogo

Para comemorar o casamento dum amigo nosso, jogamos uma partida especial de uma antiga campanha de D&D (The Realms of Forth Age)  que eu entrei de páraquedista. Não joguei essa campanha desde o começo, só as últimas duas mesas. Foi muito emocionante, tanto a parte de roleplay quanto os monstros que enfrentamos. Confira algumas fotos:

Double Dragon

Double Dragon

Alguns jogadores se atrasaram, então, antes do jogo começar, enfrentamos dois dragões vermelhos adultos (Billy e Jimmy Lee) só para aquecer. Eu joguei de Dragonborn Warlord. O nosso talentoso mestre pegou uma mini de Mage Knight e customizou (é. aquela mini mais a esquerda, segurando a polearm).

 

Matador de Deuses e Dragão Vermelho

Matador de Deuses e Dragão Vermelho

No primeiro encontro, estávamos preparando as defesas da fortaleza. Pois ao leste as forças do Vingador avançavam implacavelmente e ao oeste, um terrível dragão buscava vingança contra nosso grupo, pois matamos a cria dele na aventura anterior. O exército de dragonborns do dragão vermelho atacou a fortaleza que estávamos protegendo. Lutamos muito, até que em um dos fronts os nossos soldados estavam morrendo como moscas. O motivo: O Dragão Vermelho Elder mais poderoso do cenário e uma Cria Azul Matadora de Deuses (Blue Spawn Godslayer – sei lá como vai ficar a tradução oficial).
Na hora em que o mestre colocou as miniaturas na mesa, meu queixo caiu. PUTAQUEOPARIUCOMOVAMOSMATARESSAPORRA?!?
Nos preparamos para esse combate épico. Foi memorável. Logo no primeiro turno, o anão fighter arremessou um martelo no dragão (que estava em cima de uma fortificação) e o desafiou para o combate (marcou). No terceiro turno, ele chamou o dragão com o poder Get Over Here (pq ele estava voando baixo, não lembro direito o nome do poder) e o trouxe para o chão. Não satisfeito, pregou a pata dele no chão com o Pinning Smash (deixa immobilized enquanto estiver adjacente ao anão) e o deixou immobilized o combate inteiro!!!! Enquanto isso, descemos o sarrafo no Godslayer para em seguida nos vingarmos do dragão. Com a queda dele, as tropas inimigas fugiram aterrorizadas. 
Emboscada

Emboscada

Estávamos rumando para o portal que leva ao Cemitério dos Dragões, quando fomos emboscados por um gigante de pedra e uns ogres.
Verme Púrpura

Verme Púrpura

Os monstros eram duro na queda. Nem tínhamos bloodiado nenhum Nenhum deles estava sangrando ainda, quando do chão, surge um Verme Púrpura. Ele abocanhou o bardo e o deixou muito ferido.
Combate

Combate

Encontramos o templo que estávamos procurando. Só não contávamos com a presença de um guardião. Pela primeira vez em minha vida, enfrentei o clássico Beholder!
Behold the Beeholder

Behold the Beeholder

Pra variar, ele não estava sozinho. Golens atropeladores ficaram bloqueando o caminho, até que o Clérigo conseguiu deixá-los paralizados. Aí o Warlord aproveitou para empurrá-los para fora do templo.
Golens Atropeladores

Golens Atropeladores

Esse combate foi tenso. Dois dos nossos receberam o raio que petrifica. O bardo recebeu o raio que desintegra duas vezes e quase caiu. Felizmente, o clérigo conseguiu cegar o beholder, o que ajudou muito.
Encontramos o portal e o atravessamos. A aventura terminou quando chegamos no cemitério dos dragões.
Foi a melhor aventura de D&D que eu joguei ever!
Parabéns pro Caio. Clap Clap Clap! 
 
Dessa vez, eu tirei as fotos.
OBS1: formatar texto e fotos no wordpress de pobre é um saco.
OBS2: é muito foda ter um mestre bom de D&D. Eu fico até com vergonha de usar minhas minis de heroquest ehehee. Mas logo eu posto os meus reports de campanha.