Durante todos estes anos jogando e mestrando partidas de RPG, pude conhecer diversos sistemas e cenários, sem falar nos Wargames e Card Games. Vou deixar aqui registrado minhas impressões sobre estes produtos.
RPG
Livros da série Aventuras Fantásticas e Dungeoneer : São muito legais para quem está começando, o sistema é super simples e já vem com tudo feito. Quantas vezes vc não voltou a página quando viu que seu personagem tinha caído na armadilha?
AD&D: Eu gosto dos cenários, Darksun, Forgotten, etc, mas o sistema é HORRÍVEL…Eu tinha um mestre bom, o Yaki, ele priorizava o roleplay, desenhava os NPCs e tinha combate de tabuleiro também. Eu jogava com um gnomo ilusionista. De tempos em tempos promovíamos um grande campeonato de “lutinhas” entre os players e NPC´s que chamávamos de Slugfest Party (foi inspirado no King of Fighters ´98: The Slugfest). Formávamos “timinhos” temáticos com três “lutadores”. Lembro que o time do clérigo do deus da guerra tinha vencido uns três Slugfest, além de bater o record de maior dano durante o jogo. Puto! Eu gnominho ficava invisível (greater) e tentava sobreviver.
GURPS : Eu sou suspeito para falar, mas acho este um dos melhores sistemas. É muito versátil. Se o mestre entender a lógica do sistema, ele pode adaptar qualquer cenário, monstro, filme para seu jogo. Os meus livros preferidos são o Cyberpunk (pow, lembra que o FBI apreendeu o livro e todo material relacionado?) e o Supers.
O Fantasy é chato se comparado a qualquer cenário de D&D (Pow, não tem cara de aventura, parece um livro de história), o Magia deveria ficar embutido no Fantasy, Martial Arts é legal mas eu não preciso usar, o Conan fica no chinelo se comparar com Conan D20, Viagem no Tempo tem conteúdo útil, mas dá sono…vou parar por aqui por que tem Gurps de tudo qto é tipo, cor, etnia e religão. A Vida Imita Gurps.
No começo eu torci no nariz para a 4ª edição, mas quando eu li, vi que ficou melhor. O livro que eu quero ler agora é Gurps Alpha Centaury.
D&D v. 3.5 : Até que o sistema tá melhorzinho, mas as tais prestige class são o maior oba oba…Gostei da regra do Wound. Tenho jogado StarWars D20 e nesse sábado jogo a campanha do Caio, vamos ver.
Vampire The Masquerade: Jogo muito bom, interpretativo pra caramba, gosto dos live actions. Vejo muitas meninas jogando também, mérito do sistema conseguir atrair o público feminino. É claro que o Bradd Pitt na Entrevista com o Vampiro ajuda. Gosto muito do clã Tremere. Pela experiência que tive nos Encontros Internacionais de RPG, vejo que os jogadores da linha WoD são meio diferentes do resto. São fanáticos ao interpretar seus personagens e defender seu clã, tamanha é a força narrativa da White Wolf.
OBS: O sistema do WoD é ruim, desbalaceado e tudo mais, mas o ponto forte é a rápida construção dos personagens e o cenário excelente. Storyteller é foda!
Werewolf The Apocalypse: Virar uma besta gigantesca e sair por aí massacrando outros monstros tudo em nome de Gaia? OBA!!! É lógico que o jogo não é só combate, tem também uns Uga Buga para falar com os espíritos, reuniões com as matilhas do Caern, etc. Tem um pouco de tudo. Jogava uma campanha com o mestre Pouca-Telha, era excelente. Meu personagem era um Senhor das Sombras Ragabash, que todos odiavam, principalmente o nosso “líder” Presa de Prata. Mas na hora da necessidade, ele sempre aparecia e rasgava o inimigo pelas costas (backstab).
Wraith The Oblivion (Inglês) : Este jogo não é muito comum aqui no Brasil, tem uma temática bem forte. Comprei o livro de curiosidade e adorei. Mestrei algumas vezes, quero manter uma campanha mais duradoura de Wraith.
Mage The Ascension: Bendito seja o dia em que fui apresentado ao Mage no USPCON. Adorei jogar, rapidamente comprei o livro e comecei a mestrar. Os players adoraram. Mestrei por muitos anos, criei o site TsuCity no HPG, mas um dia eles foram comprados, e apagaram meu site…PUTA MERDA. Qquer dia eu narro estas aventuras para vcs…foi uma campanha memorável. Aliás, outro dia baixei o material de Ars Magica. Gostei muito, e vi que algumas coisas foram incorporadas ao WoD. (A White Wolf se uniu à editora do Ars Magica original)
Changeling The Dreaming: Só joguei uma vez, posso ser preconceituoso injustamente neste parecer, mas a impressão que tive de todas essas fadinhas e glamour é: Jogo de viadinho. Ferro frio neles. (Brincadeira)
Mundo Pós Apocalipse do WoD: Baixei os livros para ver, mas não li. Meu grupo de Mage parou de jogar. Pretendo continuar com o sistema velho até que alguém me prove que o novo WoD é melhor.
Paranoia: Joguei uma vez e achei excelente. O computador é meu amigo!
Toon: Também joguei uma vez, é engraçado, mas enjoa logo.
Call of Cthullu: gosto da literatura original. Quanto ao jogo, foram poucas vezes, quero jogar e mestrar.
Fading Suns: é um cenário muito bom. O sistema de jogo é razoável. O Holz é o único no Brasil que mestra este sistema. Uma espécie em extinção.
Card Game
Lunch Money Card Game: Um jogo de menininhas se estapeando pelo dinheiro do almoço. Certo carnaval, em Florianópolis, um amigo nosso levou esse jogo. Nuossa, muito bom! O carnaval e o jogo. Humiliation Total!!!
Vampire the Eternal Struggle: Um card game muito bom, não é baseado somente em cartas raras. As comuns e incomuns são suficientes para vencer. É necessário o jogo político entre os participantes e isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Já presenciei diversas brigas in game que foram estrapoladas para out game.
Magic The Gathering: No começo era legal. Depois começou a virar máquina caça níquel. Mas reconheço que Magic sustentou as lojas de RPG por muito tempo. Eu adorava este jogo e reconheço ter feito as mesmas coisas feias que o SAPO fez/faz. Quase vendi minha alma por causa de Magic. A febre Magic trouxe outros card games, alguns baseados em animes. Mas são jogos mal feitos, nenhum tão bom como este desenvolvido por um matemático.
Miniaturas Colecionáveis e Tabuleiro
Hero Quest, da Estrela : Outro jogo simplezinho, mas atraente. É um jogo de tabuleiro, aonde um dos jogadores faz o papel de um feiticeiro mal, dono da dungeon cheia de monstros. E os outros são os heróis que entram na dungeon, vencem os desafios e saem vitoriosos. A estória do jogo é simplória, mas eu e meu irmão usávamos a criatividade para criar estórias mais interessantes, novos itens, magias, monstros, etc. Até hoje eu utilizo os móveis e miniaturas para ilustrar os meus jogos.
Dungeons e Dragons de tabuleiro : Um amigo meu tinha. Li o manual, vi as miniaturas e o tabuleiro, mas nunca jogamos. Não gostei…começou aí minha antipatia por Dungeons e Dragons. (Mas Caverna do Dragão eu adorava!)
Mage Knight: Outro jogo capitalista. As miniaturas são feinhas e o booster pack é caro. Não sei porque eu comprei essa merda. Consegui 8º lugar num campeonato na Devir e também 2º no concurso de pintura de miniaturas. (se lembrar eu posto a foto)
MechWarrior: Outro jogo capitalista, baseado num jogo comunista excelente (Classic Battletech). É da mesma empresa do Mage Knight e a sistemática é a mesma, mas possui miniaturas muito mais bonitas. Droga…devia ter comprado MW ao invés de MK.
Classic Battletech: Este jogo é excelente, se for falar dele vou montar uma homepage dedicada a Battletech. É um jogo de miniaturas, não colecionáveis (você não precisa comprar), totalmente customizável e muito fácil de jogar, é só vc saber somar e subtrair. Tem alguns jogos de Battletech pra videogame e computador também.
Ogre Miniatures: Queria jogar isso
Foi um resumo sincero de todos os sistemas. Adorei, sinceramente me diverti lendo isso… Tenho que comentar certas coisas obviamente:
“A Vida Imita Gurps.” - Adorei
“Jogo de viadinho. Ferro Neles!” - huahuahuahauhau…
“Os meus livros preferidos são o Cyberpunk” - Amo e gênero cyberpunk em geral. Vou perder algum tempo falando sobre isso mais a frente…
“Quase vendi minha alma por causa de Magic” - O sapo negocia a alma DOS OUTROS com magic…
Pra dizer a verdade, os Tokens ficam tão deslumbrados pelos meus cards muito ruins, achando que são malignos e poderosissímos, que cerca de 50% deles OFERECEM a própria alma para conseguilos. A outra metade eu tenho que negociar/barganhar/persuadir mesmo.
Agora, algo que eu gostaria de jogar mesmo, é o tal de Hero Klics (acho que é assim que se escreve), quando saia atrás de alm… digo para jogar Magic, sempre assistia os malucos jogando isso no Shopping, parecia bem divertido, usavam miniaturas de vários super-heróis e bonecos gigantescos. Ainda lembro de um dragão que ocupava todo o tabuleiro.
Aí, estou te convidando para participar de um meme que postei no meu blog sobre sistemas criados pelos jogadores mesmo. Conto com sua presença lá hehehehe
Até mais !!
Phil, sim, escreva sobre CyberFunk
aliás, faz tempo q não jogo…
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sApO,
esse Heroclix eu nunca joguei, mas já vi o Galactus gigantesco!!!! dizem que é muito foda de derrubar.
Eu tenho um dragão do gelo no Mage Knight, joguei com ele umas vezes…e é bem difícil de ser derrotado.
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Ow Eduardo, vou lá responder o meme no fim de semana!
Realmente confesso que CyberFUNK como você diz Tsu só seria gabaritado eu e a galera do Dados Sujos, já que o movimento Funk vem daqui (infelizmente…).
Mas não conheço esse gênero de RPG. Ele tem 5 velocidades de ativação igual a dança do crew?
Ola. Voce sabe onde eu posso comprar as miniaturas colecionaveis? Obrigado.
Depende Pedro,
aonde vc mora?
Algumas observações:
É bem complexo, mas bem interessante tbm.
Bons jogos!
1 - O Sistema de Aventuras Fantástivas é de fato melhor para iniciantes, mas o cenário é excelente; para mim Titan é uma mistura de Forgoten Realms e Era Hiboriana.
2 - Concorodo completamente quanto a observação dos cenários de AD&D em relação ao sistema… só que prefiro o sistema da 2ª ed. ao da 3ª, acho ele menos apelativo. Sem falar que na parte gráfica todo mundo parece ter saído de um clip do Marlyn Mason ou do WoW.
3 - Star Wars D20 é ruim demais… eu cheguei a mestrar uma campanha na época do Knights of the Old Republic (a HQ, não o jogo), mas ficava nervoso com o sistema… O D6 era excelente, o próprio George Lucas revisava os suplementos, era completamente fiel. O lance do nobre gastar favores me dá pesadelos.
4 - O sistema (e cenário) do WoD novo ficou bem melhor. Mas se tu quer um jogo REALMENTE bom pela White Wolf, tente Exalted. Como um amigo meu fala, Exalted é como heroína, quando se começa não se larga mais. Tanto que ficamos 4 anos só jogando ele, foi um esforço tremendo para jogar outra coisa.
5 - Ah.. o GURPS… Foi minha escolha nº1 de todos os jogos durante por 14 anos, mas hj em dia a paxão acabou e vejo os problemas. Antes de mais nada, vale ressaltar que os autores de suplementos de GURPS são pessoas de alto nível, as pesquisas são sérias e o material é muito bem escrito. O problema é que o GURPS se coloca como o maior RPG já criado, e o mais realista, o que é muito longe da verdade. O sistema de Magia de Gurps é no mínimo pífio (apesar de funcionar muito bem em cenários como Technomancer e, especialmente, Cabal), e ele tem falhas terríveis. Muitas foram arrumadas com a 4ª edição (como a questão dos HPs/FPs e a a inclusão de regras mais cinematográficas), mas muuuitas coisas no mínimo estranhas ficaram e até foram incluídas (exemplo: se tu tomar um Tylenol tu pode achar Chtulhu algo trivial, veja as regras de Painkillers; e o sistema novo de psionicismo dá dor no fígado). Ainda assim, eu adoro GURPS. Só não amo mais.
6 - Paranóia é ótimo, Toon só se joga chapado (nuca fiz)
7 - EU JOGO FADING SUNS! E mestro tbm! Acho que os nossos grupos são os únicos que o fazem. Agora o que eu nunca consegui foi virar o jogo de FS pra PC, o jogo mais longo e difícil que eu já joguei.
8 - O sistema de Chtulhu é ruim, mas é o único que comporta o cenário de maneira interessante. Gosto do sistema em outro cenário, que é para Elric de Meliboné, o livro tbm é muito bom.
- Outros
- Experimenta os card games da SJ Games; Muchkin é um dos jogos mais dinâmicos e divertidos de todos os tempos, e Illuminati é um xadrez em termos estratégicos.
- Classic Battletech é ótimo, de fato. Gosto do Citytech tbm.
- Ogre é muito bom, jogamos com caixas de fósforos aqui
- Baixa o Miniatures Handbook do D&D; nele tem regras para se jogar uma dungeon aletória sem mestre. Provavelmente é o jogo de tabuleiro que mais jogamos, e a úinica coisa que o D&D (como sistema) realmente se presta na minha opinião. As regras são parcas e abertas demais, mas demos uma adaptada e ficou um jogo bem interessante.
É isso, mil desculpas mesmo por um comentário tão grande quanto o teu post, mas é que falando das coisas que eu gosto acabo me emocionando