Ontem, jogamos Gurps Zombies na casa do Toro. TÃnhamos que montar nós mesmos com 30 ptos, -45 de desvantagens e -5 perks.
O processo de montagem dos personagens foi muito divertido e também gerou muitas dúvidas sobre o nÃvel de habilidade real das perÃcias que nós temos. Nós costumamos superestimar nossas habilidades, quando na verdade, usamos muitas coisas como pré-definidos. Basicamente as perÃcias que mais usamos (na nossa profissão) ficaram com NH 12.
O cenário do jogo foi Carnaval em Ouro Preto, cidade com cerca de 40.000 visitantes, todos presas fáceis para o dia Z.
Nós e mais um bando de amigos alugamos uma casa (leia-se moquifo) em Ouro Preto e fomos curtir a festa. Esse jogo teve muito roleplay, muitas mulheres (só ingame, na mesa era só cueca mesmo), bebidas e zoação no carnaval. A parte da festa foi bem divertida, mas eu não vou descrever nada… o que aconteceu em Ouro Preto, morre em Ouro Preto.
Mas, no último dia, quarta feira de cinzas, estávamos nos carros indo embora e a cidade estava vazia, silêncio total. Encontramos barricadas, carros abandonados e corpos caÃdos. Quase na saÃda, encontramos pessoas muito feridas no meio da rua, freiamos bruscamente e nossos carros colidiram. Um deles ficou seriamente danificado. Parte do grupo tentava arrumar o carro, enquanto que os dois que sabiam primeiros socorros foram ajudar as pessoas feridas. Mas elas estavam estranhamente paradas, olhando para o vazio. Assim que eles se aproximaram “Muuuáááá”, ouvimos o grunhido caracterÃstico dos zumbis. Eles viraram e avançaram lentamente na nossa direção. Desesperados, entramos nos carros e tentamos fugir, mas um deles não ligou. Rapidamente pegamos nossa bagagem essencial e fugimos em disparada.
No meio do caminho, avistamos mais zumbis, evitamos de nos aproximar. Aqueles de nós que leu o livro Guia de Sobrevivência aos Zumbis, sugeriu uma das igrejas da cidade como refúgio, lugar que permitiria uma defesa sólida. De preferência uma igreja com um mercado por perto. SabÃamos que a cidade estava cheia de gente e portanto haveriam muitos zumbis.
Entramos no mercado, enchemos os carrinhos com suprimentos, discutimos sobre o melhor refúgio, o próprio supermercado ou a igreja? Mas durante a discussão, avistamos mais zumbis se aproximando. Discussão finalizada, fechamos a porta do supermercado e ficamos por lá mesmo. Investigamos o local, verificamos a existência de duas outras saÃdas, uma dos fundos e outra pelo depósito. Bloqueamos todas elas. Encontramos uma garota no escritório, muito assustada. Tentamos acalmá-la. Usamos o computador com internet para enviar mensagens, ligamos para nossos amigos alertando-os, familiares, polÃcia, jornalistas, bombeiros, todos.
Nessa hora, os jogadores estavam com medo de verdade por estarmos interpretando a nós mesmos. TemÃamos por nossos parentes e amigos que ficaram em SP e estava difÃcil convencer as pessoas sobre o ataque, todos incrédulos.
Alguns dos personagens ficaram histéricos, fizemos o possÃvel para que eles ficassem calmos e calados.
Guardamos a maior quantidade de alimento não perecÃvel e equipamentos na parte de cima do supermercado, somente acessÃvel através de uma escada removÃvel. Lá do topo, podemos ver os zumbis cercando algumas das construções, provavelmente sobreviventes resistindo. Cerca de trinta zumbis já estavam na porta do supermercado. Do topo, jogamos óleo, álcool e outros produtos inflamáveis nos mortos vivos, para em seguida atear fogo nos corpos. Lentamente eles foram carbonizando.
A energia elétrica acabou, as operadoras de celulares locais estavam fora do ar, rádio e televisão locais também não estavam transmitindo, era finalzinho da tarde, seria uma longa noite.
Olhando no mapa, recorrendo ao nosso conhecimento, decidimos fugir da cidade antes que todos os corpos fossem reanimados. Mas para isso, precisávamos de um veÃculo resistente e armas de longa distância para evitar a infecção através do sangue e muco que espirra das criaturas. Decidimos ir até a delegacia, pedir ajuda se tivesse algum policial, arrumar algumas armas, entrar na viatura e fugir.
Anoiteceu…foi uma caminhada silenciosa e medonha, surgiram algumas criaturas, mas graças à habilidade espadachim do Toro, elas foram abatidas. Todos estavam carregando algum tipo de arma: cano de metal, pé de cabra, facão.
Até que no combate nos saÃmos bem pelo fato dos zumbis serem muito lerdos e estarmos trabalhando bem em equipe, mas eles estavam em maior número e presentes em todos os lugares, tornando o jogo tenso. O medo de sermos infectados era constante.
Na praça central, muitos corpos. Não procuramos por sobreviventes, só tentávamos sair o mais rápido possÃvel desse lugar amaldiçoado.
Na delegacia, sinal de luta, mas aparentemente os zumbis venceram. Entramos, abatemos vários zumbis, pegamos o equipamento, libertamos alguns presos, reabastecemos a viatura e abatemos mais zumbis, mas desta vez com armas de fogo. Apesar de só um player ter atirado na vida real, nós tivemos sorte e conseguÃamos acertar vários tiros.
Fugimos da cidade, um dos players se lembrou da existência de uma base militar a alguns kilômetros dali, foi para lá que rumamos. Só agora os jornais transmitiam notÃcia da catástrofe, as grandes cidades foram protegidas pelo exército, foi declarada quarentena em MG. Belo Horizonte estava infestada de zumbis.
Mexendo no rádio da viatura, conseguimos contato com os militares, informamos a situação e eles nos indicaram a direção que deverÃamos tomar.
Passamos dois dias dormindo pouco, revezando a direção, evitando as estradas bloqueadas e enfrentando zumbis andarilhos. A situação era tensa, um de nossos amigos foi infectado e não contou para ninguém. Em determinado momento ele nos atacou e infectou mais dois amigos. Mas sobre isso, não quero lembrar…
Quando estávamos a duzentos quilômetros da base, os militares marcaram um ponto de encontro, eles iriam enviar helicópteros para nos resgatar.
Abatemos mais zumbis até o local e fomos resgatados, exaustos, sonolentos, famintos e com muito medo.
Contamos quase tudo o que sabÃamos, e estávamos seguros novamente, por enquanto…
“O que aconteceu em Ouro Preto, morre em Ouro Preto” e nós tÃnhamos que nos certificar de que seria assim.
A ameaça zumbi ainda tinha que ser erradicada!


po essa narrativa foi muito show
caraca adorei o realismo da situaçao
em q os jogadores se colocaram
po muito show msm
ve se manda mais preludios
no estilo zumbies
vlw
Que bom que a galera gostou…
Só não há mais coisas sobre zumbis pq “tá de rosca” reunir toda a galera para jogar novamente.
Enquanto isso, vamos jogando aventuras paralelas…
[...] leu meu post sobre jogos de zumbis sabe o que isso significa: Alguma coisa ocorreu que o deixou desconfiado de uma possÃvel invasão [...]