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Ae galera, tô devendo dois posts da minha campanha em Shadowfell, mas sabe como é a falta de tempo, essa semana será muito agitada para mim. Os jogadores estão prestes a se defrontar com a lord do domínio.

De novidade, digo que tirei meu herald level:

Herald Level

Herald Level

Agora posso sair por aí dando “carteirada” nos mestres de regra. Huahuahauaaa

Finalmente todos os nossos jogadores tiraram seus números Rpga. Agora nossos  jogos serão oficiais.

Além das duas mesas que mestrei na campanha de Shadowfell, jogamos uma mesa da campanha de Nenthir Vale. O mestre nos surpreendeu com imagens photoshopadas dos nossos personagens e os incríveis marcadores de iniciativa personalizados (até os monstros ganharam o deles):

Marcadores de Iniciativa

Marcadores de Iniciativa

A ilustração do Goc (à direita) é totalmente original. Foi desenhada por um dos players (Toro sama do Mundico). Esperamos ansiosamente que ele termine as outras. Quem ficou curioso e tiver interesse em saber mais sobre a campanha é só visitar o blog Tales of Nentir Vale.

Olha só meu personagem (Aghro Stonehammer) capturado por um ooze:

Sidewinder socorrendo Aghro, que foi capturado pelo Cubo Gelatinoso

Sidewinder socorrendo Aghro, que foi capturado pelo Cubo Gelatinoso

Parabéns para o Caio (mestre) que fez esses props para deixar o jogo memorável. E pro Yuri que tirou essas fotos.

E falando em Ooze, lembro do Rey dos Oozes que recentemente se juntou a outros blogueiros e montou o novo blog Paragons, aproveite para conhecer a nova casa dessa galera.

É isso aí. Na próxima postagem devo trazer notícias do Encontro de Blogs de RPG  e o sumário dos jogos que mestrei.

RPG no Bobs em SP

Tô ajudando a divulgar o evento:

Sábado, dia 20 de Junho, haverá mais um encontro mensal Bob’s/REDERPG em São Paulo, capital, no Bob’s da Paulista, localizado no bairro da Bela Vista, Avenida Paulista, 1904, entre as estações do metrô Consolação e Trianon-Masp. O encontro começará, a partir das 14 horas, num confortável espaço com capacidade para mais de 100 pessoas! Este encontro tem o apoio do grupo RPGArautos .

As aventuras válidas para a RPGA mestradas pelos RPGArautos têm vagas limitadas. Por isso, faça sua pré-reserva pelo email inscricao@rpgarautos.com.br até o dia 19/06 às 18:00, as mesmas serão dentro do especificado aceitas até o esgotamento das vagas. No local, a pré-reserva é garantida até às 14 horas. Após o alocamento nas mesas, as vagas que porventura sobrarem serão distribuídas conforme a ordem de chegada.

A RPGA é a associação oficial da Wizards of the Coast destinada à divulgação, suporte e desenvolvimento dos jogos de RPG Dungeons & Dragons e d20 System e das campanhas oficiais dos cenários de campanha Forgotten Realms, Star Wars, Greyhawk e Eberron.

Como em todo encontro do Bob’s/REDERPG, ele é aberto para quem quiser mestrar qualquer outro tipo de jogo ou cenário, e assim aqueles que não quiserem jogar as aventuras da RPGA podem ter outras mesas no evento. Vejam mais detalhes em http://rpgnobobssp.multiply.com/.

Jogadores já inscritos na RPGA deverão estar munidos de seu número, sem o qual não poderão jogar.

Está indicado na descrição das aventuras a mesa dos RPGArautos dedicada a recepção de novos jogadores e iniciantes.

Informações Extras:
- Estacionamento: Conj. Nacional (R. Padre João Manuel – R$ 10,00 Preço único);
- Dúvidas sobre as aventuras RPGA neste evento: contato@rpgarautos.com.br
- Maiores Informações sobre os RPGArautos: www.rpgarautos.com.br
 
Descrição das Aventuras:

Forgotten Realms – Living Forgotten Realms: Akan 1-1 The Rotting Ruin of Galain (A Pútrida Ruína de Galain): Em meio a avanços de golbins originados das ruínas da cidade de Galain, você é convidado por uma jovem genasi para encontrar seu irmão. Perdido ou morto é seu trabalho encontrá-lo! Uma aventura para a campanha Living Forgotten Realms situada em Akânul para personagens de níveis 1 a 4. (Para Novos Jogadores e Iniciantes);

Forgotten Realms – Living Forgotten Realms: Dale 1-1 The Prospect (A Expectativa):  A Cadencia das Estrelas é o clube de aventureiros mais famoso de Faerûn. Quem poderia dizer não a uma oferta de associação da Sociedade Estelar, por uma simples missão? Mas é claro que as coisas nunca são tão simples assim. Uma aventura para a campanha Living Forgotten Realms situada na Terra dos Vales para personagens de níveis 1 a 4. (Para Novos Jogadores e Iniciantes);

Forgotten Realms – Living Forgotten Realms: Corm 1-2 Gangs of Wheloon (Gangues de Wheloon): Uma cidade prisão, um espião e 3.000 dos mais perigosos criminosos de Cormyr:Seria você capaz de entrar e sair de Wheloon para resgatar um dos agentes mais valiosos da Coroa?Aventura que se passa na cidade de Wheloon em Cormyr para personagens de níveis 4 a 7;

Star Wars Saga – Dawn of Defiance 2: A Wretched Hive (Ninho de Cobra): O resgate do almirante Gilder Varth resultou em informações vitais sobre projetos secretos do Império que podem mudar o destino da Galáxia. E, com isso, os aventureiros viajarão à colônia de Cato Neimoidia, enfrentando grandes perigos e poderosos criminosos. Uma aventura preparada para personagens de terceiro nível. Não recomendada para quem não jogou a primeira aventura ‘Traitor’s Gambit’.

Todas as aventuras oferecidas são oficiais da RPGA, braço do jogo organizado da Wizards of the Coast, e contam pontos para o sistema de premiação dessa associação (D&D Rewards).”

Gameday: Maratona de RPG

Hoje é domingo e acabei de voltar do Gameday Monster Manual 2. Ué, mas o gameday não era no sábado? Explico: Sim, começou as 11:00, mas de lá, decidimos jogar uma mesa de D&D: Domains of Dread improvisada pois estávamos “pilhados por jogo”. Acabou a mesa do Gameday, peguei o notebook e comecei a criar uma aventura, encontros, etc para personagens de lv 7. Fiquei 20 horas imerso no rpg, a última vez q fiz isso foi na adolescência.

Vou relatar para vcs como foi meu Gameday e num outro post conto da aventura, pois estou morrendo de sono.

Cheguei as 10 da matina, desta vez, o evento começou pontualmente as 11. Revi uns conhecidos do Gameday passado, trocamos umas amenidades e talz. Desta vez, eu estava acompanhado de três jogadores da campanha que estou jogando. O nosso entrosamento tático é bom e temos experiência nas regras. Mas, novamente, tivemos um jogador novato na mesa e demoramos uma horinha para explicar o esquema da coisa. Detalhe: ele era adolescente, tinha uma munhequeira no braço e cabelinho lambido…só faltava o livrinho do crepúsculo debaixo do braço. Nos revelou só ter experiência com Vampire (storyteller).

Somos marmanjos barbados, maduros, ninguém zoou o emo, pois já passamos da idade de fazer essas coisas (embora estivéssemos morrendo de vontade). E apesar de alguns errinhos como esquecer de marcar, demorar para fazer o turno (o que é bem natural prum iniciante), ele jogou bem. O mestre, foi muito bom, curti. Eu não entendia as piadas trekker dele, mas ele dominava e aplicava bem as regras, fazia o roleplay direitinho e contava piadas de oportunidade engraçadas.

Sobre os monstros apresentados, no primeiro encontro, o orc deu muito dano, mas não chamou a atenção.

O monstro de ferrugem errou a maioria dos golpes, não enferrujou nada. Nós usamos as nossas armas não mágicas para que ele não as destruísse. Meu mestre até sugeriu que eu utilizasse a dynamic sword (que vira qquer arma melee) em um club de madeira para ele não estragá-la, mas não foi preciso. Contudo, ele ter me chamado a atenção para a dynamic sword, fez com que eu a utilizasse como Glaive (polearm+heavy blade) para acertar inimigos com reach qdo eu fui immobilized. O besouro gigante (eu não lembro o nome do monstro, depois eu corrijo) e o monstro ballista nós neutralizamos rapidamente.

A harpia fez um auê na galera. Deu gritinho e deixou a galera toda zuada. Fiquei puto por ficar immobilized. O último encontro foi complicado.

Eu joguei de bárbaro goliath. Gostei da mobilidade do personagem, mas achei as defesas bem baixas.

No evento, foram sorteados alguns exemplares de players em português. Felizmente, meu mestre ganhou uma cópia!!!!!

O brinde fornecido pela Devir foram duas D&D miniatures. Eu peguei um sahuagin, que achei bem bonito e um kobold, pq sempre precisamos de minions.

E terminado o jogo, fomos para a casa dum dos jogadores, enqto eles montavam personagens eu criava a estória. E aqui estou eu, vou domir. Bom domingo, abraço!

OBS1: Não tive a oportunidade de ler o livro do jogador com muita atenção, mas na ficha do Tiefling a palavra Sanguessedento explodiu minha cabeça.

OBS2: Eu só vi o lance do lançamento do D3 System, muito em cima da hora, aí eu já tinha confirmado de ir jogar na Devir e nem deu para conferir a parada q essa galera está aprontando.

OBS3: Agora eu entendo como funciona o poder de fúria do bárbaro. Eu errei TODOS os ragings. Bati o punho na mesa, xinguei, amaldiçoei….

O mestre da campanha de D&D que estou jogando montou um blog de campanha. Lá ele vai postar os relatos das sessões e em breve, os jogadores postarão os relatos pessoais de seus personagens, entre outras curiosidades.

Inclusive, um dos jogadores, que é desenhista, nos prometeu desenhos de nossos personagens. E isso deixou a galera “pilhada” para jogar e montar um bom histórico. Vcs podem conferir as tirinhas que ele faz no blog Mundico.

Dessa forma, os relatos referentes a essa campanha não serão mais publicados nesse blog. Aqui só ficarão os relatos das Aventuras na Era Hiboreana (que preciso voltar a mestrar) e Domínios do Medo (minha primeira experiência em mestrar D&D).

Desktop Tower Defense Pro

Meu jogo casual favorito ganhou nova versão: Desktop Tower Defense Pro.
O Desktop Tower Defense é um jogo de construir torres para destruir e bloquear os monstrinhos (creeps) que aparecem na mesa. Vc constrói um labirinto de torres para conduzir os rebanhos de monstros até eles morrerem de tanto tomar tiro.  Nessa versão, existem dois tipos de creeps diferentes: hoppers (eles andam na diagonal) e os decoy (quando são destruídos, viram bichinhos que andam muito lentamente). O lance ficou bem mais profissa mesmo. Eles estão fazendo uma versão para Nintendo DS (que obviamente eu vou querer) aonde vc pode criar os desenhos das suas torres e creeps. Se vc estiver sem nada para fazer na frente do computador e não puder olhar pornografia, vá jogar DTD Pro é bem legal e viciante.
Aliás, na versão anterior, após muitas tentativas, eu consegui concluir o desafio das 100 Waves.

desktop-tower-defense-1001

No Japão foi implantado um programa de treinamento para preparar as crianças contra uma possível insurreição zumbi, veja:

http://www.youtube.com/watch?v=ASr5GcuDHug

Primeiro mundo é outro nível. Além de treinamento para terremotos e incêndios, a criançada aprende a lidar com zumbis. O engraçado é o menininho reclamando que o repórter não ajuda. Ele chorou, mas continuou batendo!

criança zumbi

E, aprendam, crianças, armadilha de tabasco não funciona com zumbis a menos que ele tenha hemorróidas.

OFF
Estávamos jogando em 6 jogadores, mas nesse final de semana, um dos nossos não foi ao jogo. Justamente um dos leaders, o shaman. Os combates foram difíceis, mas o problema maior foram os péssimos resultados que tivemos nos dados. Erramos muitos golpes de área em minions. E de pouco em pouco, eles minaram nossos pontos de vida, o bardo morreu e alguns de nós tombamos, inclusive Aghro Stonehammer. A moral da galera foi pro saco.

ON
Em Winterhaven, o bardo buscou informações sobre o túmulo que Doven Staul parecia ter encontrado. Estávamos preocupados com os prisioneiros capturados pelos kobolds e com o paradeiro do Doven. Na taverna, discutimos nossos planos em voz baixa, haviam algumas pessoas lá, uma elfa mercadora chamou a atenção do bardo, mas ela não era de conversa. Fomos falar com o lorde local, pois sabíamos que ele estava procurando um grupo de aventureiros para lidar com os kobolds. Ele nos indicou onde ficava o covil e nos prometeu recompensa.

Seguimos o caminho indicado, chegamos a uma cachoeira e notamos um bando de kobolds lá. Eles não perceberam a nossa presença, tínhamos a iniciativa. Mas ao tentar nos aproximarmos silenciosamente, fomos detectados.

Então, eu e o Goliath corremos em direção ao kobold que estava dentro do círculo mágico e fomos rodeados de criaturinhas. Fiquei acuado e lutei ferozmente, tomei muitos golpes de lança e tive que retomar o fôlego.

Infelizmente, dois de nossos algozes conseguiram fugir para uma caverna atrás da cachoeira. Corremos para tentar interceptá-los, mas era tarde demais. O primeiro a entrar foi o Druida (eu  tirei 1 no dado, resultando iniciativa zero) ele foi alvejado por inúmeras azagaias (ele ficou logo na entrada na parte direita da caverna). Em seguida o Bárbaro entrou para barbarizar os monstros (ele entrou mais pro fundo esquerdo da caverna). Então, o warlock entrou na parte direita, o bardo entrou na parte centro esquerda, ambos na entrada da caverna. Os monstros avançaram e ficou uma muvuca na entrada. Eu avancei até o centro da entrada da caverna e bati no monstro (errei). Então, no outro turno, a mobilidade ficou muito difícil pq ficou tudo muvucado. O bardo, avançou para a linha de frente do combate (para perto do druida) e usou seu poder mágico musical para slidar aliados e inimigos. Estranhamente, ele colocou o bárbaro e seus algozes na entrada esquerda da caverna, fechando totalmente nosso caminho (principalmente o meu, era justamente o lugar pra onde eu ia me mover para marcar a galera e apanhar). Eu fiquei puto e o bárbaro também, mas, temos que confiar nos nossos aliados. No meu turno, fiquei sem alternativa para me mover. Conjurei o poder da terra para criar letais estalagmites (poder de área q dá dano só para inimigos). O druida criou uma zona de dano de fogo (que combinada com minha zona de dano fez um belo estrago). No próximo turno, o bárbaro, cercado, tombou. O bardo, espertamente slidou os monstros para as nossas zonas de dano. O gnomo ficou na linha de trás alvejando os oponentes. O druida, continuou criando zonas de dano de fogo e mudando o status dos oponentes. Além do nosso péssimo posicionamento estratégico, os dados não estavam ajudando, erramos muitos golpes e os minions continuaram vivos. Os monstros que estavam no fundo da caverna avançaram em nossa direção. Aí o combate descambou.

irontooth

Aghro estava se aguentando em pé graças ao seu ataque da força da pedra, que lhe confere 4 hit points temporários (exatamente o dano de um minion).  Mas hora que um kobold soldier (acho) e o Irontooth estavam colados em mim, comecei a apanhar pra valer. Já tinha usado o second wind, usei meu daily (arauto do inverno) para aumentar meu AC e criar uma zona de terreno difícil para os inimigos. Todos já estavam baleados, com exceção do Gnomo Goc, que ficava oculto ou invisível, evitando ser alvo.

O Shaman (q estava como NPC) foi correndo até o corpo do bárbaro e o curou, fazendo com que voltasse ao combate. O bardo ficou cercado, “puxei” o Irontooth e os minions um pouco para a esquerda para aliviar a dele. O druida e o Goc estavam lidando com uns minions.

Milagrosamente não tombei, o Goc mirou Irontooh, o amaldiçoou e lançou um raio de energia feérica que destroçou seu corpo (Natural 20 – até agora matamos todos os bosses com críticos). O bardo tombou, e o bárbaro, mesmo cansado, continuou lutando ferozmente. O druida estava se regenerando, pois estava sangrando.

Após a morte do Irontooh, corri para atacar o kobold mago (acho q era mago, sei lá), o encurralei na parede e achei que estava por cima. Ledo engano, eu já estava muito cansado (2HP + 4 temporary) ele me acertou um golpe certeiro e Aghro Stonehammer tombou. Fiquei muito triste, primeira vez que tombei na quarta edição. E a batalha não estava nada bem para nosso lado. Apesar do boss estar morto, ainda haviam dois kobolds soldiers, o maguinho e uns minions. O bárbaro, druida e o gnomo estavam de pé. todos baleados com exceção do gnomo. Já estávamos fazendo muxoxo de tomar wipe, de dar reload no jogo e talz. O druida tombou. Aí o gnomo se revelou, passou a ir pra frente, tomar dano, usar second wind, action point, daily e o escambau. Os dados ajudaram um pouquinho no ataque. Quando finalmente o último inimigo tombou. Mas, infelizmente era tarde demais, o Shaman e o Bardo tinham tombado e falhado nos três savings vs death. Estavam definitivamente mortos. Eu e o Druida estávamos desacordados, mas vivos. Fomos levados de volta a Winterhaven.

No templo de Avandra, a clériga possuía apenas um scroll of ressurection, então ressucitamos o bardo, já que o desejo do shaman era de ser cremado e se unir aos espíritos da natureza caso tombasse. Derrotamos Irontooh, mas a que custo?
Fizemos uma cerimônia fúnebre para nos despedir de Belkar.

Na mesma noite, relatos de mortos vivos se levantando no cemitério foram ouvidos. Os guardas da cidade foram investigar e confirmaram ser verdadeiro. Eles fecharam a cidade. Nós fomos investigar. Ao entrar no cemitério, mortos vivos brotaram de seus túmulos e fomos atacados. Eram muitos. Vimos um círculo mágico e a “elfa mercante” comandando os monstros. Fizemos o melhor, mas os dados não ajudaram, meu personagem tankou bem os esqueletos, mas foi alvejado por muitas flechas. Consegui entrar em combate corpo a corpo com a elfa, me transformei no arauto do inverno, mas ela era muito habilidosa. Acabei tombando novamente em combate. O druida tombou também. O bárbaro quase foi, mas as poções de cura salvaram sua vida. Vencemos, mas foi bem duro o combate.

Jogamos a primeira aventura, foi muito divertido e por isso estou postando o resumo que meu mestre nos enviou após o término da sessão, comentado do ponto de vista do meu personagem.

IN RESCUE OF THE SURVIVORS
 
REGIÃO: Nentir Vale – Timberwold/Cloack Wood/Fallcrest/Winterhaven
 
- FALLCREST: Goc, Belkar e Matrim se conhecem na Estalagem Nentir, propriedade do meio-elfo Erandil Zemoar. Decidem ir juntos em direção à Timberwold.
- TIMBERWOLD: Aghro, Sidewinder e Godgedemed se recuperam do massacre do Vale do Rio Arenoso. Pedem permissão à Barba Verde (pai de Aghro) e ao lider Torik para sairem e investigarem a região do ataque para buscar sobreviventes. Enquanto planejam a missão, conhecem os recém chegados Goc, Belkar e Matrim.
- TIMBERWOLD: Quando se preparam para sair, um anão sobrevivente chamado Tronco Largo (é, o pessoal zoou muito esse nome) chega muito machucado dizendo terem sido emboscados por criaturas nas proximidades dos limites sul de Cloak Wood.
- CLOAK WOOD: Os heróis encontram os sinais da emboscada e seguem a trilha de pegadas dos atacantes até o interior da floresta. Andam por horas até as ruínas de um Mausouléu que está sendo utilizado como base de um bando de Kobolds.
A galera mais civilizada queria entrar furtivamente no mausóleu, mas nós, personagens primais (anão, shifter e Goliath), fomos correndo e arrebentamos a porta fazendo um barulhão.
- KOBOLD HALL: A primeira sala, possuía um fosso com substância gosmenta no meio e kobolds do outro lado. Também tinha um corredor com grades. Desviei do poço e corri para bater no kobold, ele fugiu virando a esquina, eu persegui e me deparei com outros dois kobolds. O combate foi feroz, três contra um, enquanto isso, os outros atacavam os kobolds do corredor com grades. Vencemos e fomos para a sala seguinte, que possuía estátuas nas paredes e caixões no centro. Vi kobolds do outro lado da sala, idolatrando uma estátua da deusa maligna Tiamat. Meu anão correu em linha reta para dar carga e caiu em uma armadilha paralisante, fiquei o combate todo paralisado, maldito dado. Desta vez, os outros personagens derrotaram os oponentes sem mim. Fiquei com muita raiva e fui dar uma martelada na estátua maligna, antes de bater, vi que havia peças de ouro como oferenda para a deusa. Meu sangue anão ferveu e eu disse: “Opa, dinheiro não tem alinhamento, vou pegar!” E embolsei as moedas (foi pro caixa da party). Em seguida arrebentei a estátua com a marreta.
Na terceira sala, encontramos prisioneiros encarcerados, ao nos aproximarmos, kobolds surgiram para nos atacar. Havia uma “plataforma” no meio da sala aonde as criaturinhas ficavam seguras, arremessando cola grudenta nos personagens. O xamã conjurou seu espírito lá em cima para atacá-las, o que ajudou muito. O Bárbaro quis dar uma de macho e foi sozinho lutar contra três criaturas. Eu fui com o gnomo, xamã e bardo pelo outro lado, mas ao ver o apuro do bárbaro, corri para ajudá-lo, nisso, o xamã ficou desprotegido e tomou uma baforada de gelo e desmaiou.
Mas, no fim, derrotamos o bando de Kobolds e encontram alguns sobreviventes que haviam sido capturados. Os sobreviventes estavam sendo mantidos prisioneiros numa cela na sala do Chefe dos Kobolds. Os heróis capturam um dos Kobolds vivo, e descobrem que os Kobolds estavam comercializando escravos em troca de ouro. Enviam um pássaro mensageiro solicitando um destacamento de anões aos martelo de pedra para escoltarem os sobreviventes em segurança até Timberwold. Os heróis também encontram uma passagem secreta que leva a uma grande galeria subterrânea. Montamos acampamento e demos extended rest na dungeon (a contragosto do mestre).
- LAIR OF SZARTHARRAX: Investigando a caverna subterrânea, os heróis se deparam com a verdadeira ameaça da região: o jovem dragão branco Szartharrax. A caverna estava escura e fria, nos aproximamos cautelosamente, jogamos um sunrod no centro da sala para iluminar, quando um dragão branco surge outofnowhere e dá uma megabaforada que deixou todo mundo bloodied. A moral dos jogadores foi pro saco, ficamos achando que íamos morrer. Eu fiquei stunned, weakened e immobillized. Mas como o Warden tem um saving throw extra no começo do turno, consegui me mover pelo menos. A galera logo gritou: “cura o  anão pra ele tanká o dragão” e foi o que o bardo e o xamã fizeram, gastaram action points pra curar a galera. Eu fiquei praticamente full, corri em direção ao dragão no meio do gelo e colei nele. Ele bateu em mim, fui bem sucedido no saving do início do turno, gastei second wind, action point e bati duas vezes (um ataque dava slow e outro me garantia temporary hit points) no dragão fui bem sucedido no outro saving. No outro turno ele não recarregou o breath e atacou de novo, mas não conseguiu se mover direito por causa do slow. Passei a bater nele com slow todo turno e a galera pôde jogar melhor. Da vez que meu ataque slow falhou, o shifter atacou com slow também e foi bem sucedido. Assim, fomos batendo no dragão, ele ficou bloodied, tomamos outro breath, mas ele errou muitos. Até que o bárbaro tirou um 20 no dado. Aí qdo ele está em raging ele dava um ataque extra + o crítico da arma, foi um massacre, a cena mais linda, ele bateu a primeira, o dragão baqueou, na segunda ele enfincou a picareta na cabeça do dragão e ele morreu. Foi o combate mais legal que eu já tive na minha vida (e olha que somos todos de lv1). No tesouro do dragão, acham a espada de Douven Staul (Harsh Songblade +1); um Martelo de Gelo (Frost Warhammer +1); uma Hide Armor (Poucing Beast Hide Armor +1) e uma capa mágica (Cape of Mountebank +1). Os heróis pegam peles, dentes e garras do dragão morto como troféus da vitória. Junto à espada de Douven Staul encontram também uma carta endereçada a Szartharrax e assinada por alguém chamado Irontooth que implica que o dragão e os kobolds estavam vendendo escravos para ele. Aparentemente Irontooth opera algo importante na região de Winterheaven. Além disso, Matrim encontra num compartimento secreto da espada de Staul um mapa de viagem que aparentemente pertencia ao próprio Staul com indicações da Tumba de Ytlerxxes, próxima de Winterheaven.
- FALLCREST: mandamos um pássaro mensageiro para avisar os anões do ocorrido e fomos para Winterheaven, mas o caminho nos fez passar por Fallcrest. Lá eles encomendam o trabalho da artesã elfa Mebel Greensleeves para que confeccione duas armaduras com o couro que retiraram do dragão. Matrim também compra um escudo do anão Teldorthan Ironhews, considerado um dos melhores ferreiros da região.
- WINTERHAVEN: Ao se aproximarem de Winterheaven os heróis são atacados por mais um bando de kobolds (ladrões de estrada), indicando que os serezinhos também operam proximos a esta região. A cidade de Winterheaven parece pacata, e os heróis são bem recebidos pela Estalajadeira local: Savana Wrafton, uma humana nos seus altos 40 anos, simpatica e cordial.
 Fim da mesa

OBS1: o texto está com diferentes tempos verbais. é pq eu juntei o meu relato com o do mestre. Então, não estranhem.

OBS2: uma coisa legal foi o bardo (que fala draconiano) fazendo roleplay de vicious mockery para o kobold: “Sua mãe tem cloaca!” ou então “Sua mãe cheira a humanos”
E o roleplay de misdirect mark foi: “Iéééé não deixava, o anão chamou sua mãe de coxinha, seu pai de empadinha e disse que comeu os dois”".
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Sumário da Sessão:
 
QUESTS COMPLETADAS: “In Rescue of the Survivors”
XP GAIN: 638 XP por personagem
DINHEIRO GANHO: 160 GP + PEARL (20 GP) + 94 SP – o dinheiro foi dividido em parte iguais nas sessões SHOP de cada character (30 GP e 15 SP).
DINHEIRO GASTO: 7 SP por personagem (Nentir Inn – Fallcrest); 6 GP por um escudo para Matrim (Teldorthan’s Arm – Fallcrest)
COMPONENTES GASTOS: 10GP em Alchemical Reagents (por Matrim – Comprehend Languages em Kobold Hall)
 
ITEMS MUNDANOS COMPRADOS: Light Shield
ITEMS MÁGICOS ENCONTRADOS: Harsh Songblade Longsword +1; Cape of Mountebank +1; Frost Warhammer +1; Poucing Beast Armor +1
ITEMS MÁGICOS COMPRADOS: Nenhum

Estávamos jogando, na quarta edição de D&D, a continuação de uma campanha que começou na 3.5. Mas, devido a alguns desentendimentos, falta de tempo para jogar, excesso de players, etc, o mestre resolveu iniciar outra.

O material a seguir foi elaborado pelo mestre e jogadores em conjunto. Trata-se do prelúdio da campanha, ou seja, após o mestre dar uma descrição básica do cenário, o que pode e o que não pode escolher para jogar, nós criamos o histórico dos nossos personagens e o mestre consolidou tudo juntando a party.

A party é composta por:

Aghro (leia como Aggro hehe) Stonehammer: Anão Warden (defender) – meu personagem baddass motherfukca
Belkar:  Humano Shaman (Leader)
Goc (é o apelido dele, na verdade ele tem um nome enorme): Gnomo Warlock (Striker) – personagem do Toro do Mundico
Godgedemed (leia como Goddammed): Goliath Barbarian (Striker)
Matrim: Humano Bardo (Leader)
Sidewinder: Shifter Druid (Controller)

Prelúdio

A cada 10 anos, durante o solstício de inverno, aconteciam as festividades do Grande Espírito. Durante os anos que antecediam as festividades, xamãs e druidas de várias tribos esqueciam suas diferenças pessoais e se reuniam periodicamente para descobrirem o local onde ocorreriam as festividades da década. Sim, descobrirem, pois o local nunca era escolhido por eles, mas apontado pelos astros e sussurrados pelos espíritos a serviço da Dama Esmeralda.

Fatidicamente, naquela década, os espíritos apontaram uma inóspita região conhecida como Vale do Rio Arenoso como o local propício para sediar o festival.

Duas semanas antes do primeiro dia de solstício, chegaram ao vale os anões do clã Martelo de Pedra, uma tribo de anões que, muitos anos antes de Hammefast ser fundada, se separou de seus irmãos da montanha e foram viver nas verdejantes florestas de Timberwold. Depois deles chegaram os goliath da tribo do Urso, vindos das Fendas dos Nômades; as tribos humanas de Winterbole; os elfos de Treesay Heaven; e os selvagens da tribo Garras Afiadas. Outras delegações de tribos, vindas das mais diversos pontos de Tanyr Norte, também se juntaram as primeiras. Uma a uma foram levantando acampamentos em torno do vale e os preparativos das festas começaram a ser providenciados.

Ao raiar do primeiro dia do solstício de inverno os jogos começaram. As tribos competiam entre si, apresentando seus campeões. Todas as diferenças que foram construídas naqueles dez anos eram completamente esquecidas naquele momento. Os competidores engajavam em desafios de força, velocidade, destreza e habilidade. Os druidas e xamãs organizavam os cânticos e orações. As tribos dançavam, bebiam e comiam sob as bênçãos do Grande Espírito. Melora e a Dama Esmeralda sorriam para todos eles.

Mas Erathis não devia estar em um bom dia. Porque ao sul do Vale do Rio Arenoso se erguia uma cidade construída sob o augúrio de um antigo reino. Construída a mais de 100 anos no topo da colina da Pilha dos Ossos, Kedalwick é uma cidade de sobreviventes. Seus habitantes aprenderam a viver sob a proteção de seus muros, e foram moldados pelo medo ensinado pelos diversos ataques que sofreram ao longo dos anos pelos humanóides monstruosos que habitam os ermos da região.

Quando os rumores da formação de um grande exército ao norte de Kedalwick chegaram aos ouvidos do Primado da cidade, a população de Kedalwick entrou em pânico. Batedores foram mandados ao Vale do Rio Arenoso para confirmarem a notícia e o que viram os fez tremer. Centenas, talvez milhares de homens selvagens e monstros, armados com seus martelos, clavas e lanças, praticando exercícios militares, enquanto bebiam e, provavelmente, festejavam antecipadamente os futuros espólios da invasão. O sino de Kedalwick soou convocando a milícia. As duas antigas catapultas foram retiradas do armazém, e o Primado marchou à frente de seus homens em direção ao vale.

Após o primeiro dia de competição, os homens e mulheres das tribos de Tanyr Norte fizeram uma grande festa. Amizades foram construídas e garrafas esvaziadas. Um segundo tipo de competição começou, e as canecas eram completadas e esvaziadas numa velocidade que deve ter deixado orgulhoso o espírito do guepardo que por ali vagava.

A lua já estava alta quando a corneta soou. Duas bolas de fogo riscaram os céus até se alojarem no centro do acampamento da tribo do Urso, rolando sobre as barracas, consumindo homens, mulheres e crianças. Os homens bêbados de sono, cansaço e cerveja corriam em busca de suas armas. A turba brilhante desceu a encosta com fúria, iluminada pelo clarão das flechas.

Godgedémed acordou com o clamor da batalha – ao seu lado, Stalla chorava. Pegou sua arma e puxou sua amada para fora da tenda. Correu desesperado a procura de sua família, mas só encontrou o irmão de Stalla, Kavaki, que havia se ferido no fogo. Já podia ouvir o tilintar das armas e os gritos de agonia. Deixou Stalla sob a proteção do cunhado e partiu para o front da batalha. Um homem brandiu a espada em sua direção almejando seu peito. Godgedémed desviou do golpe e cravou a ponta de sua picareta no crânio do infeliz. Mais um inimigo apareceu interrompendo seu caminho às linhas de defesa que pateticamente se formavam ao longe, e depois outro e mais outro. Godgedémed encontrava-se cercado e buscou a ajuda do espírito da pantera. Partiu cego para cima de seus inimigos, destroçando braços, pernas e troncos. Uma flecha acertou-o no ombro, mas ele ignorou a dor. Outra flecha perfurou sua carne, agora na perna, fazendo seu joelho se dobrar. Viu-se a mercê de seus algozes e preparou-se para ser recebido pelo Grande Espírito no salão de Jade, mas o golpe mortal não veio. Ao invés da lâmina de uma espada, o que viu foram altos espinhos de pedra brotando furiosamente do chão a sua volta. Magicamente, os espinhos evitaram apenas ele, enquanto perfuravam as entranhas dos homens a sua volta. Uma mão se estendeu oferecendo apoio e Godgedémed a aceitou, prontamente reconhecendo seu dono, Aghro Stonehammer. Havia conhecido Aghro durante as festividades do dia. Era um anão jovem, forte e robusto, aprendiz dos guardiões de Timberwold, e o filho mais novo do xamã da tribo Martelo de Pedra que, pela manhã, havia lhe presenteado com sua nova picareta como forma de honraria pela sua habilidade em combate.

Aghro era rudimentar no trato social, mas nada diferente do que a maioria dos homens que dedicam sua vida à proteção dos ermos. Taciturno, coberto de peles e couro mal trabalhados e sempre com seus cabelos e barba castanhos emaranhados, Aghro facilmente poderia ser confundido com uma fera da floresta, se não fosse pelo escudo de madeira e o martelo de pedra que brandia com precisão enquanto lutava.

Aghro quebrou a ponta da flecha que atravessava a perna esquerda de Godgedémed e a retirou, imediatamente estancando o sangue do goliath com uma bandagem improvisada. Garantiu que o gigante estava em condições de batalha e juntos partiram para o centro do massacre.

Guerreiros de todas as tribos avançavam contra as linhas inimigas com selvageria. Druidas em suas formas animais lutavam ao lado das forças tribais. Sunkha, o líder da tribo dos Guarras Afiadas pulou à frente visando abrir uma fenda entre os escudos inimigos, tentando assim, recuperar alguma vantagem para as forças tribais que estavam sendo sobrepujadas. Foi engolido pela turba inimiga e arrastado para longe dos seus. Um grande tigre branco urrou.

Godgedémed e Aghro Stonehammer se juntaram aos tribais, tomando parte da luta ensandecida. Os minutos pareceram horas. Lanças, espadas e martelos desferindo golpe atrás de golpe. Escudos e cabeças sendo despedaçados. Flechas e virotes zunindo em suas orelhas.

Uma lança com destino certo ao coração de Aghro foi interceptada pelo tigre branco que caiu ferido, retornando a sua forma humanóide. O exército inimigo avançou fazendo as forças tribais se separarem e recuarem. Fugirem.

Aghro carregou o corpo inerte do selvagem que o protegeu durante toda a retirada. Não importava se estava morto, aquele Garra Afiada teria um funeral apropriado.

Parte dos tribais andou por léguas até conseguirem refúgio sob a proteção da floresta de Timberwold. Curaram seus feridos e choraram seus mortos. Longos dias se passaram até que uma a uma as tribos começaram a retornar para seus lares. Muitos juraram vingança contra Kedalwick, outros rogaram apenas para que os espíritos os permitissem esquecer aquela noite.

Os sobreviventes da tribo do Urso que ali estavam se prepararam para partir, mas não Godgedémed. Este resolveu ficar entre os anões de Timberwold. Não podia voltar para casa, não sabendo que parte da vigília da noite nos limites do acampamento das festividades deveria ter sido sua e não de seu irmão, que a fez em seu lugar e nunca retornou da batalha.

Nenhum Garra Afiada rumou para Timberwold. Talvez todos tivessem perecido na batalha, talvez sido capturados, não era possível dizer. O único sobrevivente dos selvagens foi aquele que Aghro carregou e que, afinal, não estava completamente morto.

 

Os olhos de Belkar Blackmore estavam fixos no casebre.  Pensava ser aquela a última vez que veria aquele que fora seu lar pelos últimos 8 anos. Tinha que decidir para onde ir, mas ainda não tinha certeza. Considerou mais uma vez rumar em direção ao Vale do Rio Arenoso, mas considerou que nunca conseguiriam chegar a tempo das festividades do solstício de inverno. Eles teriam que ter partido há pelo menos uma semana – e o teriam feito caso a enfermidade do Velho não tivesse se agravado tanto – para conseguirem participar dos primeiros ritos do festival. “Só daqui a dez anos” – divagou consigo mesmo, lembrando-se da expectativa que o Velho criará em sua mente ao longo dos anos. A voz de Goc interrompeu seus pensamentos trazendo-o de volta a realidade.

- Vamos, Bel, temos que ir. O senhor Tanner falou que nos daria uma carona se não nos atrasássemos – disse o gnomo que conhecia Belkar desde pequeno. Quando o Velho o adotou, Goc já vivia por ali. Goc e o Velho eram grandes amigos. O Velho costumava dizer que Goc era um espírito da floresta, mas Belkar nunca acreditou muito nisso, já que aparentemente nem o próprio Goc tinha certeza de suas origens ou passado.

Timberwold parecia um destino válido. Se não podia participar do festival, poderia, ao menos, escutar as histórias através dos anões. Se calculassem corretamente, chegariam a Timberwold logo após o retorno dos Martelo de Pedra, enquanto as histórias ainda estariam frescas e exageradas.  Partiram junto a uma caravana mercante que rumava para sul em direção a Fallcrest.  Pretendiam passar alguns dias na cidade antes de seguir viagem. Belkar estava ansioso, pois havia estado ali uma única vez ainda quando criança e lembrava-se da beleza da cidade.

Ao descerem da carroça e agradecerem ao velho fazendeiro Tanner, Belkar ficou maravilhado. A cidade continuava tão grande e viva quanto ele se lembrava, mesmo tendo ele próprio crescido alguns bons centímetros desde a última vez que esteve ali. Apesar de seu pequeno porte, se comparada às outras cidades do continente, Fallcrest é sem dúvida a maior e mais próspera cidade do Vale Nentir. Incrustada nas Colinas da Lua, às margens do Rio Nentir, Fallcrest é o cruzamento de todas as rotas comerciais da região.

Nas ruas apertadas, as pessoas passavam apressadas trombando umas nas outras, as vozes dos mercantes se sobrepunham às infindáveis conversas em alto tom de grupos aqui e ali. Belkar apertou forte sua bolsa de moedas junto ao corpo e seguiu caminhando rua abaixo com Goc a seu lado. A fome, sede e cansaço da viagem começavam a incomodar bem quando sentiram o cheiro de comida vindo da Hospedaria Nentir.

Na área comum da hospedaria alguns patronos bebiam e conversavam. Belkar se aproximou do balcão e pediu dois pratos de cozido e cerveja. Entregou um prato e uma caneca pra Goc e se viraram para o salão procurando uma mesa para sentarem. Um rapaz, com idade mais ou menos aproximada a de Belkar, convidou-os para juntarem-se a ele na mesa. Seu nome era Matrim Cauthon e ele vinha de uma cidade litorânea a sudoeste do continente chamada Porto Prata.

Mat, como preferia ser chamado, era algum tipo estranho de historiador, e mostrou um genuíno interesse nas histórias de Goc e Belkar. Ele próprio estava em Fallcrest fazia dois dias, seguindo a trilha de um renomado historiador chamado Douven Staul, que havia desaparecido há algum tempo e fora visto pela última vez a caminho da região do Vale.

Ao continuarem a conversa, perceberam que o destino poderia estar trabalhando naquele exato momento, pois, pelo que Matrim conseguiu levantar nos seus dois dias de estadia em Fallcrest, é que a trilha para Staul agora apontava para a floresta de Timberwold…

 

Vale Nentir - isso mesmo, do Dungeon Master Guide

Vale Nentir - isso mesmo, do Dungeon Master Guide

OBS: Na verdade essa aventura é a Fortaleza no Pendor das Sombras, mas como eu a li, o mestre teve que dar uma adaptada/disfarçada para não perder a graça.

Esse mês, alguém disponibilizou na comunidade do Orkut do D&D 4ed o Character Builder piratex. Mas, mês passado meu grupo já estava tendo uma discussão ética sobre assinar ou não o D&D Insider (meu mestre já assinava, os jogadores é que nunca pagam nada). Olhando prós e contras decidimos assinar. A assinatura anual custa USD 59,40, uns R$120 aproximadamente. Salgado? Não se vc dividir com seu grupo. Veja, vc pode atualizar o Character Builder até 5 vezes por pacote de atualização. Como um grupo costuma ter 5 jogadores, dá certinho pra todo mundo atualizar no seu computador (R$24 por pessoa, preço de uma pizza, dependendo do lugar). Além do Char Builder, temos direito a revista Dungeon e Dragon e umas outras ferramentas lá do site. Poupa muito trabalho de fazer a planilha à mão (do lv1 ao lv30 com TODO material oficial), te municia com aventuras prontas, dicas e novidades. Não precisamos ficar esperando sair o pacote de atualização pirata, nem ficar reinstalando o programa toda hora. E ainda contribuimos para que a empresa continue lançando produtos de qualidade. Se vc curtiu a quarta edição vale a pena.

Aliás, como é muito fácil criar personagens nesse software, devo confessar que fiquei viciado em criar personagens para explorar possibilidades. Até já upei meu personagem pro level 30 só para ver como ia ficar.

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